domingo, 22 de outubro de 2017

Pelé e Garrincha ganhavam menos do que goleiros reservas de hoje em dia

Richard Jakubaszko 
É isso mesmo, conforme o documentário mostrado no vídeo abaixo, Garrincha ganhava pouco mais de R$ 11 mil reais mensais (valores atualizados monetariamente), e Pelé por volta de R$ 30 mil mensais.
Comprovem no vídeo. 
Vejam um exemplo: Neymar ganha hoje, por dia, quase o que Pelé ganhava por ano. E, segundo Gerson, o Canhotinha, Neymar não pegava nem banco de reservas na seleção de 1970...


 

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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Memes

Richard Jakubaszko 
Como sempre, a blogosfera e as redes sociais esbanjam criatividade. Resulta que os memes são hilários:

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Quem votou a favor do Aécio, no Senado

Richard Jakubaszko  
Se você vai votar nas próximas eleições, anote quem votou "não" no Aécio, tem uma boa dica e muitas razões para saber em quem não deve votar, porque o senador que votou "não" é a favor da corrupção, da dissimulação, do golpismo, e finge que está no Senado trabalhando por você, quando na verdade defende apenas interesses pessoais e de seus representados e financiadores.
Salvaram Aécim por 4 votos; e 2 deles saíram do hospital (Jucá e Bauer). Juntos, PMDB e PSDB salvaram o tucano da "perseguição" jurídica...
Vergonha do Senado, e vergonha deste nosso Brasil.



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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Intervenção psiquiátrica, já!: Lula e PT estão por trás do movimento separatista do Sul

Richard Jakubaszko 
A internet não perdoa as imbecilidades. Vejam só, mais essa:

Intervenção psiquiátrica, já!: Lula e PT estão por trás do movimento separatista do Sul
Esse texto é a prova cabal que a imbecilidade humana não tem limite. Mas, como pode-se perceber, até os mais delirantes sabem que o juiz Sérgio Moro persegue Lula.
Intervenção psiquiátrica, já!
 


Publicado originalmente no blog Limpinho & Cheiroso: https://limpinhoecheiroso.com/2017/10/12/intervencao-psiquiatrica-ja-lula-e-pt-estao-por-tras-do-movimento-separatista-do-sul/
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sábado, 14 de outubro de 2017

Telecomunicações Via Satélite, outra grande mentira.

Gn'R357 Brasil
Qual é a resposta mais óbvia quando se pergunta qual é o meio de transmissão mais usado nas telecomunicações nos dias de hoje?

Antes de responder, dê uma olhada neste artigo: Como é a rede de cabos submarinos que sustenta as comunicações do mundo (em Português)

Primeira vez que vê algo deste tipo? Acha que é mais uma “Fake News”? Olha aqui algo do mesmo tipo vindo dos US: Mapa: A Rede Mundial de Cabos Submarinos (em Inglês)

Onde se pode ler o seguinte:

“Um equívoco comum é que a maioria de nossa informação é transmitida através de satélites, mas os cabos de fibra ótica realmente formam a espinha dorsal da internet, transmitindo cerca de 99% de todos os dados” (traduzido do Inglês)

Ou ainda esta notícia divulgada numa cadeia de TV: Por Dentro da Instalação de um Novo Cabo Submarino Transatlântico (em Inglês)

Ainda não está convencido? Aqui tem uma página vindo desta vez da França: Você sabia: 99,8% do Tráfego Internet intercontinental transita via 366 cabos submarinos (em Francês)

E este documentário francês sobre como estas “autoestradas” da informação são construídas e colocadas no fundo dos oceanos, além de como é feita a manutenção de toda esta rede de cabos submarinos: Os Segredos dos Cabos Internet Submarinos (em Francês)

Esta é a realidade para com as telecomunicações intercontinentais, incluindo a Internet. E como são feitas as telecomunicações intracontinentais? Será que é por via satélite então? A resposta mais uma vez é “não”, as telecomunicações no interior das terras são feitas por uma imensa rede de antenas de retransmissões de ondas de rádio que cobre todos os territórios. Aqui está um documentário feito pela Motorola em 1989 descrevendo os princípios das transmissões via rádio: Fundamentals of Radio Communications
Há de se notar que o documentário começa com uma imagem da terra e de um satélite, porém, não se fala de satélites ou comunicações via satélites durante os mais de 80 minutos do documentário. Durante o documentário, são descritas as várias técnicas de transmissão e retransmissão sem fio , quais as frequências mais utilizadas e porque. Evidentemente, as coisas evoluíram desde 1989, mas os princípios das telecomunicações via ondas de rádio continuam válidos. Os sinais passaram do analógico ao digital, as frequências utilizadas aumentaram passando do MHz ao GHz, e por algumas utilizações específicas como telefones celulares, wifi ou Bluetooth, são utilizadas as micro-ondas. Mas o sistema de transmissão e retransmissão de massa não é e nunca foi via satélite.

Até mesmo a TV via satélite e aquelas antenas parabólicas não funcionaram por transmissão e recepção de satélites. Neste caso específico, para se ganhar em alcanço, as transmissões partem de uma emissora em algum lugar na terra, são refletidas nas camadas mais altas da atmosfera, e abrangem toda uma região, ou ainda são captadas por antenas de retransmissão.

Resta os sistemas de navegação GPS, estes realmente funcionam via satélites geoestacionários, correto? Sim e não, ou melhor, talvez e não! O GPS para a navegação quer seja no interior das terras, no mar ou no ar, funciona por ondas de rádio e o sistema de transmissão e retransmissão baseado na rede de antenas e de triangulação que também foi explicado no documentário da Motorola acima. Este tipo de navegação foi desenvolvido pelos Americanos durante a segunda guerra mundial e na época foi nomeado “Long Range Navigation” ou apenas LORAN. O sistema de navegação LORAN ainda é usado nos dias de hoje, e a precisão do posicionamento é muito bom com menos de 10 m de erro. A rede de antenas de retransmissão já existe desde muitas décadas, então porque não usá-la para a navegação via nossos GPSs. Um método de navegação de massa por controle via satélite seria muito caro a implementar, e o mais lógico e razoável seria de utilizar a infraestrutura que já existe e que é de boa precisão.

Aqui um documentário sobre o tal LORAN: LORAN for Ocean Navigation

Como visto acima, mais de 99% das telecomunicações, incluindo a Internet, são feitas via cabos submarinos ou a rede de antenas de transmissão e retransmissão, os satélites são usados em algumas áreas específicas unicamente, como em meteorologia ou climatologia, ou ainda na área militar. Então como é que a grande maioria das pessoas acreditam que as telecomunicações são feitas via satélite? Porque tudo que aparece e é apresentado na mídia de massa sempre fala em satélites e na conquista espacial, e de quanto estes são importantes para nós? Vários países atualmente mantém suas próprias agências espaciais, as quais requerem altos investimentos e verbas para serem implementadas e se manterem, enquanto que esta tal conquista espacial e satélites nunca fizeram nada de concreto para melhorar a situação da humanidade e resolver seus problemas reais, a não ser que saber como é o solo e a atmosfera de Vênus e Marte, ou ainda que descobriram 8 exoplanetas a dezenas de anos-luz sejam parte de nossos problemas do dia a dia… Como justificar este dinheiro todo jogado fora para se mandar satélites e pesquisar o espaço enquanto que uma grande parte da população não tem acesso à água potável e saneamento básico?

O setor espacial e os satélites são mais outros negócios muito lucrativos e que não ocasionam muito risco visto que todo mundo acredita que nossa vida está melhor por conta disto, mas será que não existem outros setores que mereceriam receber este dinheiro todo a fim de melhorar realmente a condição de vida da humanidade? Aqui estão alguns números de quanto custaram outros projetos faraônicos que não servem para nada:

– Projeto Apollo da NASA: mais de 30 bilhões de dólares nos anos 60 (que correspondem a mais de 100 bilhões de dólares hoje)

– Orçamento anual da estação espacial internacional (ISS): 10 bilhões de dólares por ano

– Despesas dos Estados Unidos durante a guerra do Iraque e Afeganistão, e com as medidas antiterroristas: 4’000 bilhões de dólares (o que é 100 vezes mais do que o que foi gasto na pesquisa contra o câncer neste país durante o mesmo período)

– Luta contra o AGA – Aquecimento Global Antropogênico: 365 bilhões de dólares por ano, até 2100

Imaginem como a situação poderia estar melhor tendo pego este dinheiro para resolver os problemas de poluição, o lixo e detritos, a energia e suas fontes, a gestão e a repartição equilibrada dos recursos, a pobreza, etc. Temos ainda problemas em demasiado a resolver na terra enquanto que bilhões são gastos com coisas fúteis e inúteis e que não resolvem em nada os problemas atuais e reais da humanidade. Como justificar um orçamento de 10 bilhões de dólares por ano só para manter o programa da dita estação espacial internacional (a ISS) que nunca nos trouxe nada desde os mais de 18 anos que está em órbita? A menos que beber água e se escovar os dentes em gravidade 0 sejam agora considerados problemas reais na terra…

Se depois de tudo isto você continua achando que a maioria das telecomunicações é feita via satélite, muitos outros documentários estão disponíveis na Internet, em diversas línguas, vindos de diversas fontes. Se o assunto lhe interessa, cabe a você de se informar e tirar suas próprias conclusões.

Publicado originalmente em https://acmmmm.wordpress.com/2017/10/11/telecomunicacoes-via-satelite-outra-grande-mentira/

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sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Supremo enquadrado

Richard Jakubaszko  

O que será que aconteceu?
Supremo enquadrado?
Ou submisso?
Claro que sim.
Leniente, talvez.
Conivente, também.
Medroso, claro.

Antigamente, decisões do Supremo eram cumpridas, sem discussão.
Hoje, são alteradas no plenário.
Com teatrinho.
É o "nóis decide, mas eles fazem o que querem".
Vergonha do judiciário. Do Legislativo, e mais ainda do Executivo não eleito.
E pensar que estamos num país escandalosamente judicializado.
Que exerce o poder de forma engajada, é politicamente partidário.
O Brasil é uma nação injustiçada.
Onde a impunidade venceu, definitivamente.
Imunidade para os amigos do Rei.
Aliás, sempre foi assim.
Minha indignidade é atemporal.
A vergonha é contemporânea.
Desse jeito, o Brasil não tem solução.

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quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Ibn Al Awan: o pai da agronomia e da veterinária

Evaristo E. de Miranda *
A agricultura brasileira herdou um legado da civilização árabe-muçulmana da Península Ibérica. Essa presença é indelével na origem árabe do nome de produtos agrícolas como café, arroz, açúcar, laranja e algodão ou em medidas associadas como alqueire, arroba e almude. Ela marca ainda o mundo rural do Nordeste: rês, gibão, açude, amofinar, cuscuz, ciranda, xarope etc. A agricultura próspera dos séculos XI ao XIV resultou em parte da elaboração de novas técnicas pelos agrônomos árabes, como as de Ibn Al Awan, considerado pai ou patrono da agronomia, o equivalente de Hipócrates para a medicina. Esse agrônomo árabe-andaluz morreu em Sevilha em 1145.

Ciência
Na Antiguidade, autores gregos e latinos trataram de reunir os conhecimentos disponíveis sobre técnicas agropecuárias. Entre os gregos, destacam-se Hesíodo (Trabalho e Dias), Aristóteles (História dos Animais), Teofrasto (História das Plantas), Eratósteno de Cirena (Tratados de Astronomia), Aratos de Soles (Fenômeno) e Nicandro de Colofan (Teríacos). Entre os latinos, Catão o Antigo (Da Agricultura), Varron de Reata (Res Rusticae), Cícero, Columelo e Virgílio (Geórgicas).

Essas obras não são consideradas científicas. A civilização árabe criou as bases de uma ciência agronômica, ultrapassando a simples cumulação de conhecimentos empíricos. E a agricultura mediterrânica conheceu aperfeiçoamentos sem precedentes.

Jardins de ensaios
Ibn Al Awan forjou vários conceitos agronômicos originais. E deu origem à agronomia como ciência de observação e experimentação. Ele abriu perspectivas para os conceitos novos e à interpretação racional das práticas empíricas, dominadas durante muito tempo por ritos e superstições. Seus experimentos, com diversas técnicas e instrumentos, deram à aração uma base material e racional, liberando-a dos sentidos místicos e sobrenaturais que a cercavam.

Com cerca de 1500 páginas, o “Livro da Agricultura”, de Ibn Al Awan, é um tratado de agronomia. Ele é o resultado da leitura completa de autores gregos, latinos, egípcios, caldeus, persas etc., sustentada por experimentos realizados na região de Granada e Sevilha. Às técnicas identificadas pela leitura, ele agregava os conhecimentos locais. Sem preconceitos, ele testava-as em palácios dos califas de Sevilha. Esse apoio necessário à experimentação e ao teste de suas técnicas fazia tais locais funcionarem como “jardins de ensaios” ou “campos experimentais”.

Os agrônomos andaluzes atingiram um grande desenvolvimento no controle do material vegetal e dos fatores da produção agrícola, sobretudo com relação à água. Desde sua época, Ibn Al Awan foi reconhecido como pai da agronomia. Em sua obra Prolegômenos, Ibn Khaldoun indica-o como autor do tratado de agricultura que eliminou todas as prescrições supersticiosas e talismânicas dos sistemas de cultivo. A obra de Ibn Al Awan é composta de 35 capítulos em três volumes. Eis seus tópicos principais.

Solos, fertilizantes e água
O livro começa com a base da agricultura: os solos. No primeiro capítulo são identificados cerca de 12 categorias de solos, cuja origem é explicada pela desagregação das rochas e sua decomposição através da ação da água e do calor. As características para indicar uma boa terra são minuciosamente descritas, assim como métodos de recuperação e melhoramento de solos considerados ruins ou inaptos à agricultura.

O segundo capítulo trata de fertilizantes. Além de uma classificação de diversos tipos e técnicas possíveis para preparação de diversos compostos orgânicos, ele fornece indicações sobre a utilização de margas e calcários, analisa as épocas mais convenientes de aplicação de fertilizantes e as árvores e plantas que se acomodam ou não aos diversos tipos de fertilização.

O capítulo terceiro é sobre irrigação, fala da água e de seus diversos tipos, sua adequação a cada tipo de planta. Trata-se ainda da construção de poços, do nivelamento das terras e de várias técnicas e métodos de irrigação (submersão, quadros, pites etc.).

Divisão prática
A concepção dos orientais identifica a árvore como um homem de cabeça para baixo. Os gregos atribuíam uma alma vegetativa às árvores. Muitas dessas crenças subsistem até hoje: plantas reagem à inveja, protegem a casa etc. Existiam divisões astrológicas das plantas: árvores da lua, solares ou sob a influência dos sete planetas. Ibn Al Awan impôs uma divisão prática e utilitária das árvores (frutíferas, forrageiras, que produzem madeira de qualidade, essências etc.).

Ele distingue a reprodução sexuada nas árvores. O capítulo XIII se intitula “Fecundação artificial das árvores”. Sua obra trata detalhadamente do cultivo de 151 espécies de árvores abordando técnicas de propagação, meios de multiplicação, plantação, conduta, poda, enxertia e tratamentos fitossanitários. O capítulo XVI trata da conservação dos frutos e sementes. Ele evoca desde os cuidados na colheita até as precauções recomendadas na conservação de frutos frescos ou secos. São indicadas várias técnicas para transformar frutos não comestíveis em alimentos, sobretudo em caso de penúria.

As plantas têxteis (algodão, linho e hibisco) foram estudadas. Ibn Al Awan pesquisou o algodão herbáceo, mas tratou também do arbóreo. Sua descrição dos sistemas produtivos de algodão foi especialmente traduzida para o francês com o objetivo de orientar, nos fins do século XIX, a cultura nas possessões francesas da África. O Livro da Agricultura embarcava com os colonos para orientá-los nas atividades agropecuárias. Nessa parte do livro encontram-se observações sobre as culturas forrageiras e, particularmente, sobre a alfafa.

Na jardinagem são tratadas plantas olerícolas, aromáticas, ornamentais e medicinais. Amplo espaço é consagrado às cucurbitáceas: melões, melancias, abóboras e pepinos, dos tipos mais diversos. Muitas variedades eram semeadas em estufas para a obtenção de melões precoces, por exemplo. Na obra, não há um só artigo sobre plantas comestíveis que não indique vários procedimentos e modos de preparação culinária, além do detalhamento do sistema de cultivo, da natureza de solos convenientes e os tipos de fertilizantes apropriados. Cada artigo é acompanhado de uma sinonímia, muito importante no caso das rosáceas, por exemplo, numa época em que a sistemática vegetal ainda não existia. A cana-de-açúcar está entre os vegetais cultivados na Espanha árabe e fornece uma data precisa sobre sua introdução na Europa. Os capítulos relativos aos cereais são os mais longos da obra.

Calendário solar
Os muçulmanos seguem o calendário lunar e o começo de cada ano varia. Os trabalhos agrícolas, organizados pelo ciclo solar, levaram Ibn Al Awan a criar seu calendário solar. Para cada mês são dados os nomes equivalentes latinos, sírios e mesmo persas. O calendário é acompanhado de observações e prognósticos meteorológicos: para o dia seguinte ou da manhã para a tarde e para vários dias ou meses. Os sinais precursores são classificados entre os de primeira ordem e os secundários. Vários tipos de chuvas são classificados. O parágrafo dedicado aos ventos descreve uma rosa de 16 direções.

Animais e veterinária
Com exceção de suínos, todos os animais domésticos são estudados segundo uma lógica constante: escolha dos animais, seleção, reprodução, estabulação, alimentação e aspectos sanitários. Os cavalos, paixão conhecida dos árabes, estão em um tomo inteiro da obra de Ibn Al Awan. Cento e onze enfermidades são descritas no capítulo XXXIII. Apresenta receitas de mais de 20 colírios para cavalos.

Em homenagem à veterinária, o título do capítulo merece ser citado: “Tratamento de algumas das doenças que sobrevêm aos cavalos nas diversas partes do corpo. (…) Sintomas e diagnósticos para as doenças; remédios. Esta parte da ciência é a medicina veterinária”. A última parte de seu livro sobre animais trata de avicultura (um parágrafo é dedicado à incubação artificial dos ovos) e, no sentido amplo, da criação de pombos, galinhas, pavões, patos e gansos. O artigo III do capítulo trata da fabricação de foie gras. E o último artigo, que encerra o tratado, é dedicado à apicultura.

A obra de Ibn Al Awan contextualiza as condições históricas que permitiram à agronomia andaluza um progresso tal, que marcaria a agricultura europeia até o século XIX. No Marrocos, uma revista de agronomia análoga à Bragantia no Brasil, chama-se Al Awamia. A obra de Ibn Al Awan é um exemplo para os agrônomos e veterinários. Além dos aspectos técnicos, ela revela a importância do contexto social e político no processo de geração e adoção de tecnologia agropecuária.

* o autor é engenheiro agrônomo, doutor em ecologia, Chefe-Geral da Embrapa Monitoramento por Satélite.
Publicado originalmente na revista Agro DBO - outubro 2017, em homenagem ao dia do engenheiro agrônomo, 12/out/2017.


Ser agrônomo

Fernando Penteado Cardoso 
Neste dia do agrônomo, lembrei-me de escrito de anos atrás.
Grande abraço
FC
            Ser agrônomo
É cuidar de plantas,
é tratar os animais,
estudando a natureza.
É trabalhar a terra,
é melhorar o solo,
zelando pelo ambiente.
É se lembrar do homem,
é ensinar o que sabe,
pensando nos que virão.
É dedicar-se à pátria,
é planejar o amanhã,
sonhando com as estrelas.

Fernando Penteado Cardoso
USP-ESALQ 1936
Dia do Engenheiro Agrônomo,
12 Out.1981

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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Não há mais Justiça, há política

Fernando Brito *
Começa hoje, com a leitura do relatório do provecto deputado Bonifácio de Andrade, tucano e aecista, sobre a denúncia do finado Rodrigo Janot contra Michel Temer, levando de carona Moreira Franco e Eliseu Padilha.

Ninguém, em sã consciência, espera resultado diferente da recusa à abertura de um processo. Para quase todos os deputados, tanto fará abrir ou não a capa do processo ou ler uma linha sequer das alegações.

Dois mil quilômetros ao Sul, três homens analisam a sentença de Sérgio Moro condenando Lula e, para, pelo menos, um deles, servirá o exemplo do presidente do Tribunal Regional Federal em que funcionam: não é preciso nenhuma análise do que o processo contém, pois Lula é culpado, já o disseram Sérgio Moro e a mídia.

Os deputados, ao encontrarem qualquer sinal de culpa – imagens, documentos, gravações – dirão que isso não virá ao caso com Temer e que o importante, mesmo, é preservar a “recuperação da economia” (?!) e a estabilidade política.

Já os desembargadores, diante de qualquer dúvida da culpa do réu, pensarão que, importante mesmo, é “a moralização” do país e o efeito-exemplo de condenar um ex-presidente, para glória da lenda de que a lei é igual para todos. Dane-se a estabilidade democrática, dane-se a livre manifestação do juiz que está acima deles – embora jamais o reconheçam – que é o povo brasileiro.

Há, depois, outra consideração.

Os deputados que absolverão Temer serão apenas mais um numa multidão de canalhas, e lá em Araçoiaba da Serra quase ninguém vai saber disso e, na periferia, os manilhões pelos quais negociou seu voto absolutório certamente renderão mais votos e gratidões do que aquele chato que fica repetindo que o candidato votou com Temer.

Já um desembargador, caso se atreva a inocentá-lo, por uma razão de consciência e diante de um processo inspirado nas altas lições jurídicas que Moro soprou à opaca Ministra Rosa Weber, onde “não há provas cabais mas a jurisprudência me permite condenar”, serão expostos à execração pela mídia, estão sujeitos a qualquer louco furioso interpelá-lo com a família num restaurante ou, quem sabe, a uma “expedição punitiva” dos MBLoucos.

Qualquer pessoa que não esteja dominada pelo ódio e ainda dê alguma importância àquele velho adereço da deusa da Justiça – a balança anda aposentada, enquanto a espada anda “a mil” – tem aí um retrato de como se processam os julgamentos no Brasil.

Sempre o foram, claro, quando se tratava de absolver ou atenuar penas de gente endinheirada.

Mas passaram, agora, a serem condenatórios para interferir no processo político.

A corrupção? Ora a corrupção… Tanto que a Transparência Internacional diz que, para 78% dos brasileiros a corrupção aumentou no último ano, com a Trupe Temer-Moreira-Eliseu-Geddel…

A corrupção, está claro, é o que menos importa neste processo.

É a política, só ela.

* o autor é jornalista, editor do blog Tijolaço: http://www.tijolaco.com.br/blog/e-possivel-separar-homens-e-instituicoes/
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terça-feira, 10 de outubro de 2017

Xadrez do maior golpe da história

Luís Nassif *
Na edição, de ontem a Procuradora Regional da República Eugênia Gonzaga – no artigo “As agressões à aniversariante da semana, a Constituição” – chamou a atenção para um conjunto de medidas que estão sendo tomadas, configurando um todo lógico na direção do maior golpe da história.

Entram aí as mudanças nas reservas indígenas, a concessão de terras públicas ao agronegócio e à mineração, a venda de terras aos estrangeiros e os investimentos em infraestrutura à rodo, sem analisar as consequências sobre preços futuros das tarifas.

O corolário dessa história é a Lei no. 13.334, de 13 de setembro de 2016, que cria o Programa de Parceria de Investimentos (PPI) da Presidência da República.

Peça 1 – PPI, o maior golpe da história
Primeiro, vamos entender como funcionará o PPI.

O balcão de negócios
Aqui, os empreendimentos abrangidos pela PPI:
O que diz a lei:

Entram no PPI os seguintes empreendimentos:

- os empreendimentos públicos de infraestrutura em execução ou a serem executados por meio de contratos de parceria celebrados pela administração pública direta e indireta da União;

II - os empreendimentos públicos de infraestrutura que, por delegação ou com o fomento da União, sejam executados por meio de contratos de parceria celebrados pela administração pública direta ou indireta dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios; e

III - as demais medidas do Programa Nacional de Desestatização a que se refere a Lei nº 9.491, de 9 de setembro de 1997.

§ 2º Para os fins desta Lei, consideram-se contratos de parceria a concessão comum, a concessão patrocinada, a concessão administrativa, a concessão regida por legislação setorial, a permissão de serviço público, o arrendamento de bem público, a concessão de direito real e os outros negócios público-privados que, em função de seu caráter estratégico e de sua complexidade, especificidade, volume de investimentos, longo prazo, riscos ou incertezas envolvidos, adotem estrutura jurídica semelhante.

As consequências
Não haverá área do Estado imune a esse projeto. Poderão entrar concessões de infraestrutura e arrendamento de terras da Amazônia e de todos os Estados e Municípios que sejam concessão ou tenham recursos da União.

Os donos do guichê
A porta de entrada será o Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República (CPPI), coordenado pelo impoluto Wellington Moreira Franco.

O Conselho analisará todos projetos de infraestrutura, de todas as áreas públicas, do Executivo federal, dos estados, municípios, da administração direta e indireta, do Programa Nacional de Desestatização. E decidirá quem entra ou não, assim como as regras do jogo, as condições para a concessão.

O que diz a lei
O poder do Conselho é total:

Art. 5º Os empreendimentos do PPI serão tratados como prioridade nacional por todos os agentes públicos de execução ou de controle, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

Serão membros do Conselho, com direito a voto, o Ministro do Estado Chefe da Secretaria Geral da Presidência, o da Casa Civil, o da Fazenda, o dos Transportes, o de Minas e Energia, o do Planejamento, o do Meio Ambiente, os presidentes do BNDES, da Caixa e do Banco do Brasil

As consequências
Definirão os vitoriosos, entre outros, as seguintes pessoas físicas: Wellington Moreira Franco, Eliseu Padilha, Henrique Meirelles, Maurício Quintella, Fernando Coelho Filho, José Sarney Filho, Gilberto Occhi.

Geddel Vieira Lima não participará porque quis receber adiantado.

Liberação de licenças
O que diz a lei
“Acompanhamento do Conselho para a liberação de todas as licenças necessárias autorizações, registros, permissões, direitos de uso ou exploração, regimes especiais, e títulos equivalentes, de natureza regulatória, ambiental, indígena, urbanística, de trânsito, patrimonial pública, hídrica, de proteção do patrimônio cultural, aduaneira, minerária, tributária, e quaisquer outras, necessárias à implantação e à operação do empreendimento

Segundo o PPI, “entende-se por liberação a obtenção de quaisquer licenças, autorizações, registros, permissões, direitos de uso ou exploração, regimes especiais, e títulos equivalentes, de natureza regulatória, ambiental, indígena, urbanística, de trânsito, patrimonial pública, hídrica, de proteção do patrimônio cultural, aduaneira, minerária, tributária, e quaisquer outras, necessárias à implantação e à operação do empreendimento”.

As consequências
Hoje em dia, o governo Temer já aparelhou a maioria dos órgãos de controle. Mas sempre há a resistência dos setores técnicos, que devem obedecer aos instrumentos legais que regem sua atuação, sob pena de serem denunciados.

Com o novo modelo, todo pecado será perdoado. A determinação final – que todos os técnicos terão que seguir – virá desse Conselho presidido por Temer, conduzido por Moreira Franco, Eliseu Padilha entre outros.

É dessa lógica a liberação de áreas indígenas para concessões à mineração e ao agronegócio, a venda de terras aos estrangeiros, entre outras leis complementares.

Quem assina a Lei
A lei foi assinada por:
Michel Temer, presidente, considerado chefe de uma organização criminosa.

Maurício Quintela, deputado pelo PR de Alagoas, condenado pelo desvio de dinheiro destinado ao pagamento de merenda escolar do estado (https://goo.gl/GhLTk5).

Fernando Coelho Filho, deputado novato, filho do senador Fernando Bezerro Coelho, acusado de pedir propinas para o esquema Petrobras (https://goo.gl/MPNfdT).

Dyogo Henrique de Oliveira, Ministro do Planejamento, técnico de carreira, que permaneceu no cargo por ser o interlocutor mais constante com Romero Jucá, senador.

José Sarney Filho, da família Sarney (https://goo.gl/WgHuww).

Resultados finais
A maior parte dos membros do governo recebeu propinas por diretores indicados para a Petrobras. Agora, terão o poder de decisão – amparados por leis que eles próprios redigiram – para indicar quem quiser para esse programa.

Alguma dúvida sobre o super-balcão de negócios?

Peça 2 – as responsabilidades institucionais
Se terá a situação insólita de, pela primeira vez na história, em uma economia da dimensão da brasileira, todos os projetos do Estado, de concessão a obras financiadas, ficarem sob o controle de uma organização criminosa.

Não se trata apenas do crime pontual, mas de decisões que reverberarão daqui para frente no destino do país, impactando custo de tarifas, desenvolvimento regional, setores estratégicos.

Nos anos 90, uma reforma malfeita do setor elétrico matou um dos grandes diferenciais de competitividade brasileiro: o custo da energia.

A infraestrutura exige planejamento sistêmico, inteligência estratégica, de maneira que os setores mais atraentes sejam combinados com áreas de menor interesse, para que haja a universalização dos serviços. Tem que haver integração entre as obras, racionalidade dos investimentos.

Esses objetivos ficarão sob a guarda da pior quadrilha que já apareceu na vida pública nacional.

A manutenção dessa quadrilha no poder trará prejuízos irreversíveis ao desenvolvimento brasileiro.

Há uma responsabilidade objetiva de vários poderes, para impedir esse desastre.

A Procuradoria Geral da República e o Supremo Tribunal Federal devem ao país a aceleração das ações contra as pessoas com direito a foro.

Se existe um tema para fortalecer um pacto nacional, é este, o de livrar o país de um golpe que desarticulará completamente a área pública.

Imprensa, partidos políticos, do PSDB ao PT, PGR, STF não podem fugir dessa responsabilidade.

Perto do que está para vir, todo o histórico de golpes no país não passará de pixulecos.
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segunda-feira, 9 de outubro de 2017

8 gols quase impossíveis

Richard Jakubaszko  
Futebol tem coisas inexplicáveis, quase impossíveis. Uma delas são as curvas que a bola faz. No vídeo abaixo há 8 exemplos maravilhosos desses momentos mágicos:


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domingo, 8 de outubro de 2017

Por que não acreditar no aquecimento global antropogênico?

Richard Jakubaszko 
O físico Thiago Maia produziu um vídeo/palestra e, de forma interativa, demonstra com argumentos simples e lógicos a farsa do aquecimento global antropogênico. Conheço muitos físicos e posso afirmar que são raros os que acreditam nessa falácia do aquecimento e das mudanças climáticas. Climatologista se inserem também nessa estatística. As exceções são os meus coleguinhas jornalistas, quase todos aquecimentistas, desde criancinhas...

No vídeo, Thiago Maia fala para leigos, e, de forma simples e direta, mostra alguns óbvios motivos do porque a humanidade não influencia o clima.
Recomendo assistir:

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sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Falta nitrogênio na produtividade da soja

Richard Jakubaszko  
Entrevistei para o Portal DBO o engenheiro agrônomo Roberto Berwanger Batista, diretor-técnico da Microquímica, que revelou dados de uma estatística realizada no banco de dados da empresa (mais de 6 mil testes), fruto de pesquisas com o CheckFolha de Soja, um aplicativo lançado pela empresa em 2003, e que aponta deficiência de nitrogênio nas análises de folhas da soja, no Brasil inteiro, especialmente no Sul do país.

Vale a pena assistir o vídeo, para entender a magnitude e importância da informação.
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quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Agro DBO: largada em falso

Richard Jakubaszko
Sufoco para plantar a safra, porque as chuvas atrasaram. Nenhuma novidade da vida dos agricultores. Ou é chuva de menos, ou de mais. No caso, o plantio da soja em atraso vai permitir que algumas lavouras sejam atacadas pelo fungo da ferrugem da soja, lá no fim da safra, especialmente os esporos resistentes a todos os fungicidas existentes no mercado, inclusive tecnologias lançadas há menos de 4 anos, e que a força e inteligência da natureza está vencendo. Não se tem a mínima ideia do que pode vir a acontecer nesta safra que se inicia. No ano passado muitos produtores nem aplicaram fungicidas, por terem plantado no cedo, logo após o fim do vazio sanitário. Mas houve 8 regiões que apresentaram a ferrugem resistente a todos os fungicidas. Neste ano, os que dispõem de irrigação, iniciaram o plantio, outros plantaram no seco, rezando para que as chuvas cheguem rápido, e se não chegarem será prejuízo na certa devido a necessidade de replantio. Nesta primeira semana de outubro, em algumas regiões, felizmente, começou a chuviscar, em outras, já caiu bastante água...

No vídeo abaixo o Tostão dá uma panorama dos assuntos da edição, a revista está recheada de assuntos interessantes e relevantes.



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terça-feira, 3 de outubro de 2017

Desenvolvimento rural como instrumento para mudar o futuro das imigrações

Alan Bojanic *
Conflitos políticos e civis, instabilidades econômicas e sociais, essa é a realidade enfrentada em alguns países, principalmente na África. Esse cenário tem feito com que milhões de pessoas tenham que deixar suas casas em busca de sobrevivência. A expressiva imigração vista na atualidade não era registrada desde a Segunda Guerra Mundial.

Diante desse quadro, a FAO decidiu debater o tema da imigração em sua data mais importante que é o Dia Mundial da Alimentação (DMA), celebrado em 16 de outubro, data que marca também a criação da FAO em 1945. A Organização estabeleceu o tema: Mudar o futuro da imigração, investir em segurança alimentar e desenvolvimento rural.

Em 2015 foram registrados 244 milhões de imigrantes internacionais, 40% a mais que no ano 2000. Um terço dos imigrantes tem entre 15 e 34 anos, sendo que quase a metade são mulheres. A maioria dos imigrantes é de países do Oriente Médio, do norte da África, da Ásia Central, da América Latina e do leste europeu. Mais de 65 milhões de pessoas em todo mundo foram deslocadas à força devido a conflitos e perseguições, sendo mais de 21 milhões de refugiados, três milhões asilados e mais de 40 milhões de pessoas se deslocaram internamente dentro do próprio país.

Outro fator que tem contribuído para o aumento do processo migratório são as consequências geradas pela fome, pobreza, fenômenos meteorológicos e geológicos. Somente em 2015, mais de 19 milhões de pessoas tiveram que deixar seus lares devido a desastres naturais. Entre 2008 e 2015, uma média de 26 milhões de pessoas por ano perderam suas casas em decorrência de catástrofes climáticas ou geológicas em várias partes do mundo.

Quando se analisa a região da América Latina a situação não é diferente. Dados mais recentes apontam que cerca de 30 milhões de latino-americanos e caribenhos moram em países diferentes do local de nascimento, o que representa 4% da população total da região. Argentina, Costa Rica e República Dominicana são os países que apresentam os maiores volumes de imigrantes regionais.

Em todos os casos a alimentação e a agricultura seguem sendo fundamentais para o bem-estar das pessoas e estão vinculadas as causas pelas quais muitas pessoas emigram para outras partes, principalmente os moradores de áreas rurais.

Mais de 75% dos pobres do mundo e da população exposta à insegurança alimentar vivem em áreas rurais, a maioria depende da agricultura e de meios de vida baseados em recursos naturais que muitas vezes não oferecem os elementos necessários para manter essas pessoas no campo.

Investir em desenvolvimento rural sustentável, adaptação às mudanças climáticas e meios de subsistência resilientes em áreas rurais, é uma parte importante da resposta mundial ao atual desafio migratório.

Caminho para uma imigração segura, ordenada e regular
É necessário criar condições que permitam que essas pessoas permaneçam em suas casas. Investir em desenvolvimento rural pode ser um importante caminho no processo de equilibrar as imigrações. Além disso, garantir o desenvolvimento rural significa maior segurança alimentar, meios de vida mais resilientes, melhor acesso à proteção social, redução de conflitos sobre os recursos naturais e soluções para a degradação do meio ambiente.

Como ação concreta a FAO tem dialogado com os governos, outras agências das Nações Unidas, o setor privado, a sociedade civil, com o objetivo de gerar evidências sobre os padrões migratórios, além de fortalecer a capacidade dos países em abordar a migração mediante políticas de desenvolvimento rural.

O tema do DMA também tem uma importante ligação com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS), aprovados em 2015 pelos países que integram a ONU. O desafio consiste em abordar os fatores estruturais dos grandes movimentos populacionais para tornar a migração segura, ordenada e regular. Sendo assim, a migração pode contribuir para o crescimento econômico e melhorar a segurança alimentar e os meios de subsistência rurais, favorecendo o progresso dos países para alcançar os ODS.

O caso brasileiro: um olhar no caminho inverso do êxodo rural
As décadas de 1960 e 1980 registraram a maior saída do campo para a cidade. Já nos anos 2000 as migrações caíram consideravelmente. Dados do censo demográfico de 2010 do IBGE revelaram que a taxa de migração campo-cidade por ano era de 1,31% no início dos anos 2000 e caiu para 0,65% em 2010.

Diversos fatores motivaram essa queda, entre eles, a aprovação de políticas sociais e de investimentos voltados para os pequenos agricultores, os novos recursos tecnológicos, o surgimento de máquinas e suplementos de altos valor e potência e melhorias nas condições de comercialização.

A agricultura brasileira tem-se destacado entre os setores econômicos do país, claro que há desafios a serem superados como é o caso da infraestrutura, o escoamento das safras e mecanismos de armazenagem. No entanto, conseguir manter os agricultores em suas propriedades é essencial para a continuidade dos bons resultados nacionais.

* o autor é representante da FAO no Brasil
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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Gonzaguinha: "Comportamento geral", você merece.

Richard Jakubaszko 
Recado do Gonzaguinha: "Comportamento geral", você merece isso? Ou não? Reflita sobre a letra de "Comportamento geral", e diga para você mesmo, da forma mais honesta que puder, se você está em concordância com tudo o que temos hoje neste nosso Brasil.

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sábado, 30 de setembro de 2017

Paulo Herrmann disse tudo que precisava

Richard Jakubaszko


Numa entrevista para um canal de internet, em julho último, após uma palestra num evento de Gramado (RS) o repórter, despreparado para a função, pergunta para Paulo Herrmann, presidente da John Deere, “qual a mensagem que ele tem a enviar aos produtores rurais, com os preços que estão (sic), com as mudanças climáticas (?) que a gente está enfrentando, com toda essa difusão de tecnologia...”.
 

Diante da quase obrigação de ter de fazer nova palestra frente a uma câmera de TV, ele não teve dúvidas em afirmar: “a mensagem é, olhar menos televisão, ler menos jornais, e acreditar muito mais na nossa vocação, competência, capacidade, e honestidade, para fazer as coisas acontecerem. Esse país que está na TV 24 horas por dia, não nos pertence, não somos nós, não nos representa. Nós somos farinha de outro saco, nós somos gente de outra estirpe.”

Na mosca! Assistam o vídeo, Paulo Herrmann ainda faz comentários adicionais sobre o que os políticos andam aprontando...

A verdade é que a mídia nem sabe, depois, porque perde audiência...

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