terça-feira, 14 de junho de 2011

Escher, a genialidade ilusionista da arte.

Richard Jakubaszko 
Fui assistir no CCBB, Centro Cultural Banco do Brasil, no centro velho de São Paulo, a exposição de Escher. Já conhecia algumas de suas obras, as mais divulgadas, evidentemente, mas vi outras, geniais, desse "ilusionista" da arte.
Apresento aqui no blog uma amostra grátis (algumas fotos e dois vídeos) do que o visitante pode ver no CCBB.
O vídeo mais impressionante, em 3D, é uma fusão de várias das obras de Escher:





O Mundo Mágico de Escher

19 Abr a 17 Jul 2011

Local: Subsolo, térreo, 1º, 2º e 3º andares | CCBB SP
Centro velho de SP

Horário: Terça a domingo, das 09h às 20h

Entrada gratuita

A mostra reúne 94 obras, entre gravuras originais e desenhos, incluindo todos os trabalhos mais conhecidos do artista. Escher ficou mundialmente conhecido por representar construções impossíveis, preenchimento regular do plano e explorações do infinito. Escher foi um gênio da imaginação lúdica e um artesão habilidoso nas artes gráficas, mas a chave para muitos dos seus efeitos surpreendentes é a matemática, utilizada de uma forma intuitiva. A exposição mostra de forma analítica o desenvolvimento da obra gráfica do Escher em uma carreira de mais de 50 anos. Além disso, a exposição evidencia os efeitos de alguns fenômenos de espelhamento, perspectiva e matemática em diversas instalações interativas e lúdicas, além de um filme em 3D.

Fiz pesquisas na internet sobre o artista, e encontrei análises interessantes em vários blogs. Assim, o melhor daquilo que vi está aqui:


Maurits Cornelis Escher - Artista gráfico holandês
Escher (1898-1972) era um artista de enigmas. Arquitetura, repetição de padrões, jogos espelhados, simetrias, metamorfoses, combinações de formas côncavas e convexas, situações impossíveis, perspectivas infinitas e gravidade são algumas das ideias que compõem o seu repertório. Escher ficou mundialmente famoso por representar construções impossíveis, preenchimento regular do plano, explorações do infinito e as metamorfoses – padrões geométricos entrecruzados que se transformam gradualmente para formas completamente diferentes. Sua capacidade de gerar imagens com impressionantes efeitos de ilusões de óptica, com notável qualidade técnica e estética, respeitando as regras geométricas do desenho e da perspectiva, é uma de suas principais contribuições para as artes.

Escher desestrutura as leis da perspectiva em vários de seus quadros. As escadas que descem e sobem ao mesmo tempo, pessoas que sobem para descer e descem para subir.

O que é realidade? O que não é? O que é impossível ou não?

Metamorfoses enigmáticas delirantes... Na exposição de sua obra, sete  são destrinchadas em um filme em 3D de poucos minutos, mas que deixam o público tonto de tanta engenhoca e inteligência articulada, metódica, mas ao mesmo tempo artística, livre e experimental.

Ladrilhamentos são outra paixão que este mestre do desenho faz como ninguém. Seu traço, inconfundível, como uma assinatura de seus trabalhos, pode ser reconhecido/identificado por seus admiradores.

Fascinado por matemática e intrigado com as limitações do olho humano, ele passou a vida a investigar como transpor para as dimensões da folha de papel as perspectivas imperceptíveis à visão humana. A escada que sobe e desce ao mesmo tempo, a água que cai para cima ou a sala na qual o chão parece teto são imagens bastante conhecidas do artista holandês nascido no final do século 19.

O quadro "Queda D'água" (acima) consiste em traves retangulares que se sobrepõem perpendicularmente. Se seguirmos com os olhos todas as partes desta construção, não se pode descobrir um único erro. No entanto, é um todo impossível porque de repente surgem mudanças na interpretação da distância entre os nossos olhos e o objeto. No desenho aplicou-se três vezes este triângulo impossível. A água duma cascata põe em movimento a roda de um moinho e corre depois para baixo, numa calha inclinada entre duas torres, devagar, em ziguezague, até ao ponto em que a "queda d'água" de novo começa.

Escher se considerava um artista gráfico. Sua obra é marcada por um repertório de enigmas recorrentes, como as escadas, as perspectivas infinitas, os espelhamentos, a brincadeira com a gravidade e as distorções. “O que ele faz é uma tentativa de nos confundir, na posição de questionar o que vemos. Ele usa o espelhamento para mostrar o que nosso olho não consegue ver”.

Conforme aforismo de Picasso: "A Arte não é a verdade. A Arte é uma mentira que nos ensina a compreender a verdade".

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