domingo, 23 de julho de 2017

Mamíferos em atividades

Richard Jakubaszko
Maravilhosas fotos de mamíferos, de todos os tipos.Em flagrantes antológicos.
Bebê de 6 kg nascido nos EUA.
Mulher feliz, com 106 anos, na Índia.
Fofura de mamífero, traçando um broto de bambu

Filhotes de tigre asiático.
Fernando Penteado Cardoso, 103, em visita recente à DBO Editores.
Mamíferos americanos se alimentando inadequadamente.
Marina, mamífera política indecisa.
Muçulmanos também são mamíferos
Orangotango, mamífero em ação de caca.
Mamíferas poliafetivas
Mamíferos votam, certos ou erráticos.
Justa homenagem aos mamíferos leiteiros.
Mamífero humano salva mamífero felino de morrer afogado.
Mamífero isolado a ser descartado em breve. Depois, preso?

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Dorme criança, que o papo desse cara é muito chato...

Richard Jakubaszko 
Vendo o peixe do jeito que me passaram... O ministro Meireles, na reunião do Mercosul, tirou soneca enquanto o chefe dele dava um lero-lero muito chato...
Vai pra casa Temer...
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quinta-feira, 20 de julho de 2017

Lula entrevistado, fala de condenação, eleições, futebol e política.

Richard Jakubaszko 
Conversa informal do Lula com José Trajano, Antero Greco, Juca Kfouri e Carlinhos Vergueiro, na casa de Trajano. Falaram de tudo.
Seja contra ou a favor do Lula, assista a entrevista, vale a pena.
(a conversa inicia-se aos 7 minutos e 30 segundos do counter)

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quarta-feira, 19 de julho de 2017

10 regras para ser feliz até os 100 anos de idade

Richard Jakubaszko  
Quem é que não deseja chegar até os 100 anos de idade, feliz e com saúde?
Pois o vídeo abaixo mostra os exemplos de uma comunidade japonesa que tem a maioria de seus habitantes na faixa de 100 anos de idade, felizes e com saúde.

Evidentemente que não precisamos ir tão longe. Aqui no Brasil convivo com o amigo Fernando Penteado Cardoso, engenheiro agrônomo e produtor rural que fará 103 anos em 19 de setembro próximo. Ele viveu feliz toda a sua vida, e continua lúcido e ativo até hoje. Seus frequentes comentários aqui no blog, sobre os mais variados assuntos, confirmam o que estou escrevendo.

O vídeo me foi enviado pela Rosana Minante, a ativa gerente de marketing da DBO, que pretende chegar feliz e passar dos 100 com muita saúde, aliás, tem genética para isso, pois ela ainda tem avó materna viva, a vovó Mariana, que já está com 95 primaveras, e é esperta que só vendo... Volta e meia a Rosana tem de esconder o skate da vovó... Na foto, abaixo do vídeo, a vovó Mariana estava tendo aulas de dança do ventre...

E viva a vovó Mariana!

Da esq. p/dir.: Rosana, vovó Mariana e a professora-dançarina.
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terça-feira, 18 de julho de 2017

Xadrez da guerra final entre Temer e a Globo

Luis Nassif
O Xadrez do Golpe 

A ópera do impeachment vai chegando a uma segunda onda decisiva, com o vale-tudo que se instaurou envolvendo os dois principais personagens da trama: a organização comandada por Michel Temer; e a organização influenciada pela Rede Globo.

Do lado da Globo alinha-se a Procuradoria Geral da República e a Lava Jato. Do lado de Temer, o centrão, o Ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), alguns grupos de mídia, como a Rede Record, e provavelmente políticos jogados no fogo do inferno, como Aécio Neves.

No pano de fundo, o agravamento da crise, com um plano econômico inviável aplicado por economistas radicais valendo-se do vácuo político. E, fora das fronteiras, ventos complicados ameaçando botar mais lenha na fogueira.

O caos – que irá se ampliar nos próximos dias – é resultado direto da quebra da institucionalidade, com a Lava Jato e o impeachment. No mínimo servirá para que cabeças superficiais, como o Ministro Luís Roberto Barroso, se deem conta da imprudência que cometeram ao cederam às pressões especialmente da Rede Globo.

Aliás, quando os pecados da Globo estiverem à mostra, não se espere do bravo Barroso nenhuma declaração de fé irrestrita no combate à corrupção e de apuração até o final, doa a quem doer. Voltaremos a conviver com um garantista, cuja sensibilidade em defesa dos direitos será enaltecida pela Globonews, o espelho, espelho, seu.

Os próximos capítulos contêm pólvora pura:

Peça 1 – a Globo sob pressão
Pela primeira vez, desde a redemocratização, a Globo encontra um poder à sua altura, isto é, sem nenhum prurido, disposto a se valer de todas as armas à mão para encará-la. Uma coisa foi aliar-se ao Ministério Público Federal (MPF) para conspirar contra Lula e Dilma e sua incapacidade crônica de se valer dos instrumentos de poder. Outra coisa é enfrentar pesos-pesados, pessoas do calibre e da falta de escrúpulos de um Eliseu Padilha, Aécio Neves.

Temer e sua quadrilha tem a força da presidência. E quem os colocou lá foram justamente a Globo, a Lava Jato e a PGR. Agora, a mão e as verbas do Planalto estão por trás dos ataques da TV Record à Globo. Ou julgaram que o pior grupo político da história aceitaria ir para o patíbulo sem se defender?

Não apenas isso.

Ontem, a Justiça espanhola emitiu uma ordem de prisão e captura contra Ricardo Teixeira, ex-presidente de CBF, por corrupção praticada no Brasil. E, no centro da corrupção, a compra dos direitos de transmissão da Copa Brasil pela Globo, com pagamento de propina.

O carnaval feito pela Globo, com a delação da JBS, visou justamente abafar a divulgação de seu envolvimento com o escândalo, levantado pelo Ministério Público Espanhol e pelo FBI.

No “Xadrez de como a Globo caiu nas mãos do FBI” detalhamos esse caso, mostrando como, no início da Lava Jato, já havia indícios de que o FBI já tinha a Globo nas mãos, a partir da delação de J.Hawila, o parceiro da emissora na criação do know-how de corrupção de compra de direitos de transmissão, posteriormente levado por João Havelange para a FIFA.

Peça 2 – o nó da cooperação internacional e o PGR
Encrenca grande também aguarda o PGR Rodrigo Janot, em visita aos Estados Unidos.

Nos próximos dias deverão aparecer pistas de operações de cooperação com o FBI onde ficará mais claro a montagem de uma parceria supranacional que afronta explicitamente a noção de soberania nacional. É possível que o PGR tenha pedido ajuda do FBI contra um presidente da República. Se confirmado, cria-se uma crise aguda, com o atropelo inédito à soberania nacional, mesmo que na ponta investigada esteja um político desqualificado como Temer.

Além disso, exporá ainda mais a cumplicidade da PGR com a Globo, especialmente se nada for feito em relação a Ricardo Teixeira. Poderia um PGR entregar um brasileiro para ser julgado pela Justiça de outro país, por crimes cometidos aqui? Pelos princípios de soberania nacional, de modo algum.

Mas como se explicaria o fato dos crimes jamais terem sido apurados no Brasil, nem no âmbito da cooperação internacional? Ou de se ter se valido da cooperação internacional contra presidentes da República?

Como se explicaria a enorme blindagem de Ricardo Teixeira que, no fundo, significa a blindagem às Organizações Globo?

Quando começou a ficar claro a falta de regras e de limites para a cooperação internacional, prenunciamos aqui que mais cedo ou mais tarde o PGR seria submetido a um julgamento por crime de lesa-pátria. O exemplo maior foi trazer dos Estados Unidos documentos destinados a torpedear o programa nuclear brasileiro.

Peça 3 – a desmoralização final da República
E, agora, como ficará a PGR ante a exposição da Globo a diversas acusações? Do lado da Espanha e do FBI, o caso CBF-Copa Brasil. Do lado de Temer, os ataques às jogadas fiscais da Globo. E, de sobra, as suspeitas de que a Lava Jato estaria impedindo a delação do ex-Ministro da Fazenda Antônio Palocci, justamente por poder atingir a aliada Globo.

A impunidade da Globo significará a desmoralização final do MPF, da Justiça e de qualquer veleidade de se ter uma nação civilizada, na qual nenhum poder é intocável. O enfrentamento da Globo, mesmo por uma quadrilha como a de Temer, trinca a imagem de intocabilidade da empresa. Finalmente, quebrou-se o tabu.

Por outro lado, uma eventual vitória de Temer significará a entronização, no poder, de uma organização criminosa.

Finalmente, um acordão significaria um pacto espúrio que não passaria pela garganta da opinião pública.

Não há saída boa.

Todo esse lamaçal foi ocultado, até agora, pelo estratagema de construção de um inimigo geral, Lula e o PT. Foi a repetição de um golpe utilizado em vários momentos ultrajantes da história, do incêndio de Reichstag ao macarthismo, dos processos de Moscou ao golpe de 1964: a criação de um grande inimigo externo, para justificar todos os abusos do grupo vencedor.

Agora o álibi se desgastou como um balão furado, com o nível do rio baixando e expondo todos os dejetos.

A sentença de Sérgio Moro condenando Lula não foi endossada publicamente por ninguém.

Na Folha, o corajoso Elio Gaspari precisou colocar uma enorme ressalva - de que nos Estados Unidos Lula estaria condenado – para admitir que o Código Penal brasileiro não autoriza a condenação de Lula. Esqueceu de lembrar que nos EUA as estripulias de Moro e do MPF não teriam passado da primeira rodada.

Já o advogado Luiz Francisco Carvalho competente penalista, admitiu que não há nenhuma prova sustentando a sentença de Moro, aceitou que Lula não é corrupto. Em vez da condenação dos abusos de Moro, preferiu concentrar-se nas críticas às reações de Lula. Ou então a demonstração de equilibrismo de Carlos Ari Sundfeld, que não é nem contra, nem a favor, muito pelo contrário.

Todas as deformações trazidas pelo golpe ficarão claras, agora.

As ondas trazidas pela quebra da institucionalidade criaram movimentos incontroláveis.

O grupo do impeachment esfacelou-se em mil pedaços, o grupo de Temer, o grupo da Globo, um PSDB partido ao meio, um PGR que enfiou o MPF em uma aventura irresponsável, a Lava Jato esvaindo-se nos seus próprios exageros.

E agora, José? No inferno, Eduardo Cunha dá boas gargalhadas e prepara seu tridente.

Publicado no Jornal GGN: http://jornalggn.com.br/noticia/xadrez-da-guerra-final-entre-temer-e-a-globo
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segunda-feira, 17 de julho de 2017

Bariloche registrou ontem 25ºC negativos

Enio Augusto Góis de Araújo
Mais uma vez a natureza se recusa a se comportar da maneira que os alarmistas do AGA (Aquecimento Global Antropogênico) querem. Dá só uma olhada nessa notícia.

Conforme o Serviço Nacional de Meteorologia da Argentina, a cidade de Bariloche (Argentina) teve recorde absoluto histórico no domingo, dia 16, com temperatura mínima de inéditos 25,4ºC negativos às 04h22.

A grossa camada de neve cobriu de branco a cidade. O frio histórico foi provocado pela intensa frente fria polar que avança sobre a América do Sul. Nesta segunda-feira, essa frente fria chega com muita força ao Brasil. Caiu neve ainda em Bahia Blanca, próximo a Buenos Aires, onde é raro esse fenômeno, e também em Santiago, capital do Chile, onde não nevava desde o início dos anos 1970.

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domingo, 16 de julho de 2017

A hipocrisia de todo dia

Richard Jakubaszko
O exercício da cidadania se faz sob o manto da hipocrisia, embalada de um lado pelos interesses econômicos, de outro lado por idealistas, e as discussões sobre questões sociais, políticas e econômicas, e, especialmente as de cunho ambiental, exacerbam o emocional, desfocadas da realidade daquilo que deseja e necessita a humanidade, em destaque a população brasileira, mal informada, aculturada politicamente, em que predominam fantásticas diferenças sociais, culturais e econômicas, da qual a distribuição de renda é apenas um exemplo, mas não é o mais gritante.

Há milhares de artigos publicados neste blog e em toda as mídias onde encontramos todas essas questões, seja na discussão correta sobre os objetivos e estratégias públicas traçadas para a conquista da produtividade na agricultura brasileira, seja na preocupação pelas falsas e ilusórias soluções das questões ambientais, eis que considera de forma equivocada os seres humanos como responsáveis por desequilíbrios ambientais inexistentes. Ou seja, na poluição, somos culpados, mas na questão do aquecimento ou das mudanças climáticas essa é a maior falácia do século 21.

Ao partimos de uma premissa incorreta para traçarmos uma estratégia de políticas públicas, todas as soluções propostas poderão redundar em um notável desastre. Estamos cheios desses exemplos em nossa história. Parece ser este o caso brasileiro. Estamos em passos errados na política. No momento, com um governo ilegítimo, que não tem representatividade, o país caminha para um precipício de proporções imprevisíveis em termos políticos e na economia, por causa de disputas políticas que contaminaram o judiciário e o Ministério Público, e justificam a excrescência da Lava Jato, cópia carbono mal feita da Mani Pulitti italiana, que redundou em quebra da Itália e não acabou com a corrupção. Aqui no Brasil também não vai acabar. A hipocrisia elegeu o combate à corrupção como o maior problema brasileiro, o caixa 2 é agora chamado de propina, mas o moralismo midiático e judicial determina que as investigações sejam sempre seletivas pelos corruptos inimigos, já que a propina dos amigos é proveniente da sacristia, e não vem ao caso.


Outro exemplo gritante da nossa tupiniquim hipocrisia está no julgamento do TSE em junho último, onde desdobramentos da denúncia inicial do PSDB, apresentada desde 2014 para invalidar a candidatura Dilma-Temer, recebeu ao longo desse tempo inúmeras provas adicionais, denúncias e delações, gravações, mas nada disso entrou no mérito das votações, pois os debates públicos entre os doutos juízes não as consideraram válidas. O curioso, mais uma vez demonstrando a imensa hipocrisia nacional, é que o autor da ação no TSE, o quase ex-senador Aécio Neves, já confessou, levianamente, em gravação com autorização de escuta judicial, que propugnou a ação só para "encher o saco do PT". Mais curioso ainda é que o Senado anulou a sentença provisória do STF (Facchin) que o afastou do Senado, e que também foi cancelada pelo mesmo STF (Marco Aurélio Mello), e não vão mais cassar o mandato do tucano, pois esses colegas andam solidários, cada vez mais, seja nas tristezas, seja nos objetivos políticos.

Enquanto o governo federal vai trançando armas com o judiciário, que também disputa velhas diatribes com o legislativo, ações do governo federal tentam desarmar o atual Código Florestal, especialmente na área da Amazônia, reduzindo as áreas de proteção ambiental no Pará, anulando multas, permitindo novas manobras cartoriais, tudo sob a omissão da grande mídia.

Fico na expectativa para as eleições de 2018, se é que vão acontecer, sobre o que o povo vai fazer em termos de votos. A hipocrisia brasileira só parece que atingiu o limite do imaginável. Que ninguém tenha dúvidas de que ela será superada. Em breve, as delações do Cunha, detalhando os nomes dos colegas legisladores que ganharam um jabá "por fora" para votar o impeachment de Dilma. Esses mesmos que agora vão "votar" pela autorização, ou não, de Temer ser julgado pelo STF por crimes de corrupção praticados antes de chegar ao Planalto, e depois de chegar lá também, pois a gandaia continuou correndo solta e fagueira, como prova a votação na CCJ, que não aceitou autorizar o processo. Aliás, por que a hipocrisia da CCJ votar? Independentemente do resultado da votação na CCJ, a votação que vale mesmo é a do plenário. Ou era já para mostrar forças de quanto a hipocrisia tem de importância nesse teatro de absurdos?

Coitado do Brasil, e dos brasileiros.


Wikipedia:

A hipocrisia é o ato de fingir ter crenças, virtudes, ideias e sentimentos que a pessoa na verdade não as possui. A palavra deriva do latim hypocrisis e do grego hupokrisis ambos significando a representação de um ator, atuação, fingimento (no sentido artístico). Essa palavra passou mais tarde a designar moralmente pessoas que representam, que fingem comportamentos.
Um exemplo clássico de ato hipócrita é denunciar alguém por realizar alguma ação enquanto realiza a mesma ação.
Para o linguista e analista social Noam Chomsky, a hipocrisia, é definida como a recusa de "... aplicar a nós mesmos os mesmos valores que se aplicam a outros", é um dos males da nossa sociedade, que promove a injustiça como guerra e as desigualdades sociais, num quadro de autoengano, que inclui a noção de que a hipocrisia em si é um comportamento necessário ou benéfico humano e da sociedade.
François duc de la Rochefoucauld revelou de maneira mordaz a essência do comportamento hipócrita: "A hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude". Ou seja, todo hipócrita finge emular comportamentos corretos, virtuosos, socialmente aceitos.

O termo “hipocrisia” é também comumente usado (alguns diriam abusado) num sentido que poderia ser designado de maneira mais específica como um “padrão duplo”. Um exemplo disso, é quando alguém acredita honestamente que deveria ser imposto um conjunto de morais para um grupo de indivíduos diferente do de outro grupo.

Hipocrisia é pretensão ou fingimento de ser o que não é. Hipócrita é uma transcrição do vocábulo grego "ypokritís" (υποκριτής). Os atores gregos usavam máscaras de acordo com o papel que representavam numa peça teatral. É daí que o termo hipócrita designa alguém que oculta a realidade atrás de uma máscara de aparência.
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sábado, 15 de julho de 2017

Delação de Cunha dirá que votos do impeachment foram comprados. E o STF?

Fernando Brito *
Disse o Ricardo Noblat que parte da delação premiada de Cunha já foi aceita: a que conta quem foram os deputados – a maioria do PMDB – que receberam dinheiro para votar pelo impeachment de Dilma Rousseff.

Cunha não se limitou a dar os nomes – a maioria deles do PMDB. Citou as fontes pagadoras e implicou o presidente Michel Temer. Reconheceu que ele mesmo em alguns casos atuou para que os pagamentos fossem feitos.

Então ficamos assim: Michel Temer, cuja ascensão ao governo foi comprada, fica no poder mais algum tempo, até que caia por outras bandalheiras, se os seus companheiro de bandalheira deixarem que caia.

Se cair, entra seu companheiro de bandalheira, eleito presidente da Câmara pelos companheiros de bandalheira que, segundo o super-bandalho Cunha, foram comprados para colocar Temer no Governo anulando o voto popular.

Se a elite brasileira perdeu a vergonha completamente diante do seu povo – a quem considera um estorvo indolente – ao menos pense no vexame internacional que este país passa, solenemente ignorado em qualquer foro sério e, de fora, só atraindo os negócios “espertos”, que eram da China e, agora, são de todos (até da China!) “negócios da china no Brasil”.

Fico pensando nos nossos puros, castos, doutos e moralíssimos juízes, especialmente os empavonados do Supremo.

Se compararmos bem, o Brasil vive a mesma situação que seria aquela em que a Justiça determinasse o pagamento do seguro de vida dos pais assassinados àquela Suzane Richthopfen.

Mas está tudo bem: Lula foi condenado e Bolsonaro sobe nas pesquisas.

* o autor é jornalista, editor do Tijolaço.
Publicado no Tijolaço: http://www.tijolaco.com.br/blog/delacao-de-cunha-dira-que-votos-do-impeachment-foram-comprados/

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sexta-feira, 14 de julho de 2017

Nota do Observatório do Clima sobre saída dos EUA do Acordo de Paris

Richard Jakubaszko

Agora é guerra! O chororô dos ambientalistas brasileiros contra a decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de sair do Acordo do Clima atinge o clímax. Agora só falta fazer passeata na avenida Paulista e praticar um quebra-quebra generalizado.
Leiam o que os sites ambientalistas andam publicando:
Dal Marcondes *

1 de junho de 2017 – Numa lamentável demonstração de irresponsabilidade, cegueira ideológica e inépcia estratégica, o presidente Donald J. Trump anunciou nesta quinta-feira que os Estados Unidos sairão do acordo do clima de Paris. A decisão é um erro histórico, que terá repercussões gravíssimas para toda a humanidade e para a população e a economia dos EUA.


O ato desta quinta-feira (1º/6) praticamente sepulta a chance da humanidade de atingir a meta de estabilizar o aquecimento global em 1,5oC neste século, objetivo mais ambicioso do Acordo de Paris e medida de segurança para evitar a extinção de pequenas nações insulares. Também traz riscos para o objetivo de limitar o aquecimento a menos de 2oC, ao eliminar da mesa de negociações o maior emissor histórico de gases de efeito estufa e uma das principais fontes de financiamento climático – potencialmente
levando outras nações a repensar os próprios compromissos.

Na geopolítica global, o dia 1o de junho de 2017 ficará conhecido como a data em que os Estados Unidos claramente abandonaram a ordem mundial construída no pós-Segunda Guerra e voltaram ao seu isolacionismo.

Ao sair do Acordo de Paris, Donald Trump também faz o oposto da sua
promessa de botar “a América em primeiro lugar” e de proteger a população e os empregos americanos, como repetiu à exaustão em seu discurso na quinta-feira. Ao virar as costas para o setor de energias renováveis – que gera empregos 12 vezes mais rápido que o restante da economia – e ao dobrar a aposta em setores moribundos, como o de carvão, o governo federal americano entrega a competitividade da indústria à China, que já investe mais que os EUA em energia eólica e solar.

Além de prejudicar as empresas e a geração de empregos, expõe toda a população dos Estados Unidos (e do restante do mundo) a impactos cada vez mais graves da mudança do clima. O aquecimento “pequenininho” do qual o presidente fez troça terá um efeito grande sobre cidades como Nova York, terra natal de Trump. Infelizmente, o clima não liga para ideologia ou “fatos alternativos”; ele simplesmente aquece.

O
recuo imoral do governo americano não é o fim do Acordo de Paris, nem da ação climática global. É, ao contrário, um chamado à ação. Cabe agora ao resto do mundo, inclusive a Estados e empresas dos EUA, aumentar sua ambição para fazer frente a Trump e cumprir os objetivos do tratado de garantir um planeta habitável neste século. (#Envolverde)

Publicado
no site Envolverde: http://www.envolverde.com.br/nota-do-observatorio-do-clima-sobre-saida-dos-eua-do-acordo-de-paris/

Dias depois, mais precisamente em 4 de julho último, o mesmo site Envolverde voltou a publicar outro ataque a Trump e aos EUA: 


ECO21 – O dragão da maldade quer queimar o mundo 
(Negritos por conta deste blogueiro)

Dal Marcondes 04/07/2017



Num indignado testemunho logo depois que Donald Trump abandonara o Acordo de Paris, o ex-vice-Presidente Al Gore escreveu: “Remover os Estados Unidos do Acordo de Paris é uma ação imprudente e indefensável. Isso prejudica a posição dos EUA no mundo e ameaça danificar a capacidade da humanidade de resolver a crise climática no tempo”.



A fúria ensandecida de Trump contra todas as iniciativas ambientais e de saúde do Governo Obama não foi uma surpresa. Ele já tinha prometido acabar com a “invenção chinesa” do aquecimento global. Nesse sentido, nunca foi mais explícita a profecia de Glauber Rocha ao criar o personagem Antônio das Mortes, o dragão da maldade, o matador de cangaceiros, uma figura detentora de seu próprio misticismo, que acreditava ser necessário livrar o mundo dos males e que somente ele poderia ser esse justiceiro predestinado capaz de negar todas suas faltas.


Trump é esse dragão da maldade que pode levar o mundo para uma hecatombe nuclear. A retirada de Trump do Acordo de Paris não foi incoerente. Ele simplesmente deu ênfase a uma política tradicional que levou os EUA a subverter as iniciativas multilaterais que conduziam a enfrentar os problemas globais, entre eles o aquecimento.


É bom lembrar que os EUA não são parte do Protocolo de Kyoto que dispõe de compromissos vinculantes para a redução da emissão dos gases de Efeito Estufa; nem de muitos outros instrumentos mundiais como a Convenção sobre Biodiversidade; o Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança, que protege a biodiversidade e a saúde humana de potenciais riscos causados pela transferência, manipulação e uso de organismos geneticamente modificados; o Protocolo de Nagoya, que regulamenta o acesso a recursos genéticos e a repartição justa e equitativa dos benefícios advindos de sua utilização; nem da Convenção de Basileia, sobre o movimento transfronteiriço de resíduos perigosos, etc. O governo estadunidense sempre alegou que esses instrumentos jurídicos prejudicam seus interesses econômicos.


Robert Hutchison, ativista ambiental, ao fazer uma relação entre Trump e o Brexit, disse: “o surgimento do nacionalismo econômico e do populismo anticientífico criou um contexto inquietante no qual as mudanças climáticas devem ser pensadas e enfrentadas. Enquanto para a maioria das pessoas que estudam o assunto, a ciência das mudanças climáticas é complexa, mas clara o suficiente para não nos paralisar, e a economia da transformação de energia sem os combustíveis fósseis é convincente, a política permanece enganosa e difícil: temos a tecnologia dos deuses e a política das pessoas narcisistas”.

Ao mesmo tempo, as forças progressistas avançam por caminhos inesperados. O presidente francês Emmanuel Macron participou de uma iniciativa que vai além do Acordo de Paris, o projeto de um pacto mundial pelo meio ambiente que num futuro próximo seria um Tratado internacional adotado pela Assembleia-Geral da ONU. A ideia é reunir num único texto todos os grandes princípios internacionais do direito ambiental e lhe conferir um caráter obrigatório, passível de ser controlado pela justiça internacional. Este acordo completaria o arcabouço jurídico constituído por tratados, acordos e convenções adotados pela ONU, além de um sobre os diretos civis e políticos e, outro sobre os diretos econômicos, sociais e culturais. A iniciativa quer acabar com o uso das fontes fósseis e nucleares de energia, além de controlar radicalmente os agrotóxicos e os OGMs.

Depois que Trump anunciou que os EUA abandonariam o Acordo de Paris, vários Estados, cidades e empresas reiteraram seus compromissos para reduzir as emissões. Nesse caminho, uma iniciativa de Michael Bloomberg apresentada na COP-21, criou uma Força-tarefa para incentivar empresas a quantificarem os riscos climáticos do ponto de vista financeiro. O relatório final será apresentado aos líderes do G20 no encontro de cúpula marcado para Julho em Hamburgo.

A iniciativa já recebeu o apoio de empresas que, juntas, somam um capital de US$ 3,5 trilhões, e de instituições financeiras responsáveis por ativos de cerca de US$ 25 trilhões. Essas mais de 100 corporações se comprometeram publicamente a apoiar as recomendações da Força-tarefa, um ato que comprova a importância da divulgação dos riscos e oportunidades relacionados ao clima.

Fica então evidente que o dragão da maldade terá, como no filme de Glauber, um professor que é um santo guerreiro opositor vindo da ciência, que anulará a visão de um mundo dominado pela política da destruição.

Trump não conseguirá queimar o mundo.
Lúcia Chayb e René Capriles
* o autor é jornalista, editor do site Envolverde.
 

COMENTÁRIOS DESTE BLOGUEIRO:
Mentiras e mais mentiras, velhos argumentos absolutamente fúteis e vazios:
Vejamos porque:
1 - não existe aquecimento planetário, conforme apregoam. Só esta questão anula todos os outros possíveis argumentos contra a catilinária ambientalista. O IPCC não provou cientificamente a existência do aquecimento. Não há uma única prova nesse sentido, e existem mais cientistas céticos do que cientistas ambientalistas. Mas isso a grande mídia esconde. Entre os cientistas aquecimentistas, são raros os climatologistas, gente que entende de clima, e a maioria deles nega o aquecimento e as mudanças climáticas.
2 - o acordo de Paris é uma agenda política, financiada por interesses escusos de vender produção de energia elétrica tendo como fontes a energia eólica, a solar e, especialmente, a energia nuclear.
3 - em paralelo, há os interesses de bancos e seguradoras, pois a neurose ambientalista propiciou milhões de empregos mundo afora, através de ONGs e dos serviços de usos de satélites, como os que permitem a rastreabilidade de alimentos e de produtos. Desde o início dessa campanha ambientalista, em 2007, ficou claro que o interesse financeiro apoiava a causa, por isso provocaram as especulações com os projetos de carbono negociados nas bolsas de valores, o tal Protocolo de Kyoto.
4 - há o interesse político e estratégico dos chamados países desenvolvidos, de frear o crescimento dos países em desenvolvimento, como Brasil, Índia, África do Sul, e ainda Rússia e China.
5 - não esqueçam das falcatruas da Universidade de East Anglia, na Inglaterra, que fraudaram dados estatísticos de temperatura do mundo inteiro, para que os números apresentassem o que eles queriam provar. Tudo resulta em média de médias para afirmar falaciosamente que o planeta está esquentando.
6 - sem os EUA o acordo fica quase possível de ser aprovado. De um lado, porque os EUA são o maior poluidor, junto com a China. A China iria entrar no acordo, porque foram pressionados por Obama, mas sem compromisso de reduzir emissões, e sem pagar multas por eventuais insucessos nas reduções de emissões. Da mesma maneira a Índia. Já os EUA seriam o principal financiador da causa ambientalista, e Trump brecou essa possibilidade, porque tem outras prioridades.
7 - particularmente, desejo que os ambientalistas abracem uma causa efetivamente social e justa, a de lutar por um planeta menos poluído, de um lado, através da conscientização, e de outro, por menos consumismo. Adicionalmente, e tão importante quanto a poluição, os ambientalistas deveriam conscientizar os governos e as pessoas dos países em desenvolvimento, a reduzirem a velocidade do crescimento demográfico. Só com esses objetivos atingidos conseguiremos mitigar as misérias da humanidade, que anda a esgotar a capacidade do planeta de nos fornecer alimentos e minérios essenciais, como os fertilizantes, e causa muita poluição com seu consumismo.
8 - Trump merece aplausos pela coragem e honestidade de retirar os EUA do fajuto Acordo do Clima de Paris. 
9 - Recordem o acordo do Protocolo de Montreal (o da "camada" de ozônio), outra mentira deslavada, que trouxe lucros bilionários para os fabricantes dos gases CFC e para a indústria farmacêutica, que até hoje vendem os bloqueadores solares, estes sim, prejudiciais à saúde, e que são caríssimos.
10 - Que se termine a perseguição aos cientistas céticos, ciência não é feita pela opinião publicada na mídia, ciência é feita através de pesquisas, estudos e muito debate, sendo o contraditório a questão mais relevante, porque ciência não tem consenso. A questão do aquecimento e das mudanças climáticas é uma hipótese, um delírio, e que já foi desmentida pelo mais conhecido dos ambientalistas, James Lovelock, que pediu perdão pelo seu erro. A hipótese aquecimentista tem sido desmentida por inúmeros cientistas, mundo afora, e por estudiosos do assunto, entre os quais me incluo, com pequeníssima repercussão na grande mídia, porque a mídia prefere vender desgraças nas suas manchetes. Portanto, aquecimento e mudanças climáticas é simplesmente uma hipótese, nem alcançou sequer o status de teoria, e jamais será lei.

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