segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Sexo, poder e dinheiro.

Richard Jakubaszko 
A trilogia sexo, poder e dinheiro é a mola mestra que impulsiona a humanidade desde tempos remotos, e teve início talvez logo depois de se inventar a escrita. Evidentemente que esse negócio de dinheiro veio algum tempo depois da escrita, mas consolidou-se num amálgama perfeito ao sexo e poder. Depois, quando Gutenberg desenvolveu os "pinos móveis", que permitiram o aparecimento da mídia impressa, o mundo mudou definitivamente, e quem já tinha algum poder exerceu mais influências ainda na sociedade da informação - como meio de se obter sexo, poder e dinheiro - do que a Queda da Bastilha, muitos séculos depois, ou do que se fermentou antes durante a Inquisição ou mesmo na Renascença.

Hoje, a humanidade continua a mesma, o mundo "evoluiu", ficou mais sofisticado, e por consequência muito mais complicado, a mídia diversificou-se desde Gutenberg, assumiu formatos diferenciados de engajamento com os poderosos (rádio, cinema, TV, internet, celular), mas o jogo estratégico de conquista e manutenção do poder revelou-se extremamente sutil, especialmente quando executado por especialistas do marketing, seja no campo político, religioso, ambiental ou dos mercados financeiros e de consumo de massa. Atualmente, o poder midiático é fundamental para a dominação e manobra da opinião pública, seja por TV ou jornais, mas a internet, através das redes sociais, exerce um contraponto interessante e que vai estabelecer a necessidade de os historiadores no futuro quebrarem cabeça para avaliar as realidades das importâncias de cada segmento da comunicação nas influências da "opinião do consenso", conhecido também como pensamento único, onde decisões emocionais e pontuais predominam, seja numa eleição, no consumo ou no comportamento da população. Todo mundo hoje tem opinião sobre absolutamente tudo, mesmo em temas complexos e de alta capilaridade nas influências sobre a sociedade humana como um todo. E isso serve como apoio para quem detém o poder, pois foi deste poder que o consenso foi gerado e amplamente divulgado, invariavelmente submetendo-se as agendas específicas aos objetivos de interesses econômicos e políticos, e até mesmo ideológicos, tudo junto e misturado.

O exemplo mais concreto disso é o "politicamente correto", como distorção da realidade, um pré condicionamento para evitar confrontos, pois o poder não admite a existência de debates ou polêmicas. A mídia, as TVs especialmente, direcionam a sociedade, seja nos noticiários, comandados por um jornalismo engajado, e até mesmo nas telenovelas e programas de auditório, e nessa faixa muito estreita o politicamente correto faz fronteira com o ridículo, seja na economia, na política ou em tendências sociais. O fenômeno não é apenas brasileiro, ocorre na maioria dos países ocidentais, e até mesmo na Ásia e Extremo Oriente, onde o processo avança a passos largos, internacionalizando, digamos assim, ou ocidentalizando os orientais, educando e "evangelizando" os latino-americanos. Pura hipocrisia, no estado da arte.

Aparentemente a guerra é entre esquerda e direita, pelo menos como pano de fundo, mas há um surdo movimento de embate entre capital e trabalho, em que lutas fratricidas se espraiam através das páginas dos jornais ou nas telinhas, e o mais importante parece ser o que não sai publicado nesses espaços midiáticos, especialmente quando o judiciário ou alguém poderoso está envolvido, o  que não é um fenômeno nacional, mas universal. Acompanhar esse mosaico de tendências requer extremo cuidado, pois as chamadas fakenews estão presentes, direcionando a imbecilização da população, especialmente a classe média, que assim se torna o fermento polarizador dos movimentos sequenciais no tabuleiro, onde jogamos todos nós as convicções que nos são apropriadas ou dos desejos alimentados por sonhos e utopias, impregnados em todas as células de nosso DNA.

A trilogia "homenageada" neste texto estabelece e define, portanto, os interesses e conveniências dos atores participantes de cada imbróglio semeado em todos os pontos do planeta, seja na política, na economia, nas tendências da moda e até mesmo, e principalmente, na questão climática, onde o jogo é de cachorro grande e as utopias (ou seriam ameaças?) disruptivas prometem a perspectiva de muita grana para cair na bolsa de cada agente influenciador, seja vendedores de usinas eólicas, solares ou nucleares, mas até mesmo nos caixas das ONGs, financiadas por esses interesses para convencer a mídia, e os políticos no poder, de que existe o aquecimento. No momento, atacam como se fossem terroristas, prometem e ameaçam o início do fim do mundo para todos, estabelecendo o pânico, para que este medo abençoe, viabilize, e autorize as decisões emocionais a serem tomadas pelos políticos, de incentivos às práticas de sustentabilidade. Em nome da precaução, portanto, tome paulada na sociedade, seja em forma de atos legislativos e regulatórios, proibições, novos impostos, novas regras de consumo, algumas proibidas, outras autorizadas.

A sociedade humana, na busca individual e até mesmo no coletivo, tem por objetivo, guardadas as devidas proporções, o status ideal da elite, busca ser igual, deseja ascender social e economicamente, almeja o ser aceito, pretende ter, e quando conquista o ter fixa novos horizontes e desideratos futuristas, alimentando o redemoinho dos sonhos humanos, sempre crescentes, nunca atingíveis. O ter substituiu o ser, desvirtuando a importância de que chega ao poder, que só existia se se tinha o ser. A verdade é que, com uma população superior a 7,5 bilhões de pessoas hoje no planeta o ambiente se tornou inóspito e alguns esperam (e outros desejam) uma hecatombe ambiental (um dilúvio?), quem sabe uma guerra nuclear regional, ou talvez uma pandemia, tipo peste negra no período medieval europeu, ou algum outro evento inesperado, que proporcionaria uma redução aguda nos números demográficos absolutos, dizimando de 2 a 3 bilhões de pessoas de uma só vez, especialmente em países pobres, reduzindo as demandas, e, por tabela, a pressão nas caldeiras das agendas políticas e econômicas. Nesse sentido, as 17 Metas da Sustentabilidade divulgadas pela ONU são ridículas e inócuas, pois eles não obtiveram nenhum sucesso nas 3 Metas do Milênio, que previam acaba com a fome, entre outras utopias. Nesse sentido, os governos dos países desenvolvidos, e a própria ONU, adotaram Thomas Maltus como guru do futuro. Malthus foi quem previu que a produção de alimentos seria insuficiente para atender à crescente população. Recomendava, ao fim, que os líderes incentivassem as populações pobres a lutarem (e se matarem) para conquistar o pão de cada dia.

Independentemente da guerra atual na busca do poder e do dinheiro, o sexo banalizou-se, mas nem por isso deixou de ser parte integrante da trilogia. Pelo contrário, a diversidade de gêneros, hoje exposta de forma clara e transparente, introduziu outros atores no conflito, tornando o jogo mais competitivo ainda, e mais dramático, na medida em que desde a 2ª Grande Guerra a mulher entrou na batalha pelo poder, pelo dinheiro, e pela sobrevivência, seja nas empresas ou na política. Como contraponto a isso, as famílias estruturadas, como era antigamente, são cada vez mais raras, devido aos conflitos estabelecidos, em que os jovens símbolos da síndrome do filho único não aceitam dividir direitos, e pior, não desejam assumir responsabilidades e deveres. Ao primeiro problema, cortam-se as relações. Na corda bamba dessa insanidade moderna encontram-se a individualidade e o egoísmo. A primeira, própria dos filhos únicos, mas sem exclusividade. A segunda, incentivada por psiquiatras e psicólogos.

Diante de tanta egolatria, as religiões, especialmente as igrejas pentecostais e neopentecostais, estabelecem seus territórios de domínio, ou seja, do poder, e com ele o dinheiro, mantendo notável atividade política. Algumas religiões, especialmente as evangélicas, atuam de forma estruturada, espalhando o ódio contra quem pensa ou age diferente de seus líderes e seguidores. Apoiados financeiramente por políticos e governos, incentivam os combates, de forma sofisticada, com um marketing agressivo, onde o assassinato de reputações é a ferramenta mais utilizada. O que conduz o embate universal a um círculo vicioso e perverso, de onde não se encontram saídas do labirinto.

No embalo das insanidades que se amontoam diariamente, a grande mídia atua como regente, sempre a pretexto de defender a população, mas na realidade como porta-voz das elites políticas e empresariais, cujos interesses escusos prenunciam a inviabilidade política e financeira de se executar projetos sociais que beneficiem a parte da população mais pobre, excluída de participar dos benefícios sociais parcialmente conquistados, especialmente saúde e educação. Por que, como sempre, as elites negam-se a pagar impostos, e estabelecem meios de sobreviver confortavelmente às custas do beneplácito e do butim dos governos.

A continuar a situação, entramos no caos político e social de uma falsa democracia. Pela ausência de lideranças mundiais e locais para conduzir as manadas humanas a planícies verdejantes e seguras, estamos iniciando o pré apocalipse. Antes que o fim ocorra, já que para o precipício nos encaminhamos, haverá o grito de liberdade e justiça por parte dos excluídos, questões mais importantes do que sexo, poder e dinheiro, que ocorre quando a sobrevivência está em jogo. Há necessidade de que se estabeleça o bom senso, de entregar os anéis para que não se percam os dedos e a vida. A Queda da Bastilha é exemplo ignorado e esquecido na história da humanidade. Logo, é fácil concluir que, a continuar como está o carnaval da besta, poderá não restar pedra sobre perda.
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sábado, 13 de janeiro de 2018

Tá bom pra você?

Richard Jakubaszko   
É isso, derrubaram uma presidente eleita legitimamente, porque as "coisas" não estavam bem, e, principalmente, porque o Brasil não estava bem. Acusaram a presidente de uma "pedalada", algo como gastar dinheiro público indevidamente, ou seja, ela pegou grana da Caixa Econômica Federal e pagou a cota do mês do Bolsa Família, mas isso não pode, então despediram a Dilma e o poder, porque tudo iria melhorar.

Viu só como o Brasil melhorou?
Então, tá bom pra você? Se não estiver bom ainda, aguarda mais um pouco, o ano de 2018 tá só começando...





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sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

O que não te contaram sobre o aquecimento global

Richard Jakubaszko 
O vídeo abaixo traz um rápido depoimento de Patrick Moore, cofundador e ex-presidente do Greenpeace, e que hoje está afastado da ONG, por discordar da sua “filosofia” ambientalista, que é de apenas ganhar dinheiro. Moore mostra a sua própria opinião sobre a questão ambiental, baseada em dados e análises sobre o clima e as mudanças climáticas.

Enviado pelo amigo e veterinário Sebastião da Costa Guedes.
 


A foto relativa ao comentário do Gerson Machado (abaixo) é esta:


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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

O que o frio nos EUA tem a ver com aquecimento global?

Richard Jakubaszko
É patético o esforço da mídia ao explicar as ondas de frio recordes que têm acontecido neste inverno nos EUA, mas também na Europa e Ásia. É um jornalismo engajado na causa aquecimentista. Se tem calor de uma semana, no verão, é o aquecimento, temos de reduzir as emissões. Se acontecem frios recordes, como agora, também é "ação do homem", ou causa antropogênica, e são as
mudanças climáticas. Frase humorística da matéria abaixo, da Associated Press, publicada pelo Estadão de 03 de janeiro de 2018: “O tempo é como o humor de uma pessoa: varia frequentemente, enquanto o clima é a personalidade, mais a longo prazo”.

Não é engraçadinho? Que meigo, gente! Que explicação mais fofa!
Mas, enfim, leiam a patacoada abaixo, que eu classifico como fakenews.

Frio extremo cria paraíso de inverno nas Cataratas do Niágara
Como os cientistas explicam as temperaturas muito baixas registradas desde domingo e a quebra de recordes consecutivos de frio.
Seth Borenstein, Associated Press, O Estado de S.Paulo
03 Janeiro 2018


A temperatura na cidade de Anchorage, no Alasca, estava maior do que em Jacksonville, na Flórida, na última quarta-feira, dia 3. As temperaturas médias no Alasca, aliás, foram maiores que em muitas cidades da Flórida.

Onda de frio mata ao menos 12 nos EUA e faz nevar na Flórida


A temperatura nos Estados Unidos parece estar de ponta cabeça, e os cientistas afirma que isto tem acontecido com muita antecedência. A seguir, alguns especialistas respondem Às dúvidas mais comuns sobre a última onda de frio nos Estados Unidos.
A névoa que surgia das águas que passam entre Nova York e Canadá congelavam instantaneamente ao tocar nas árvores e nas passarelas. Foto Aaron Lynett The Canadian Press via AP
Como pode estar frio com aquecimento global?
Tempo é diferente de clima. O tempo é medido por alguns dias ou semanas em uma região. O clima é ao longo de anos e décadas, no mundo todo. “O tempo é como o humor de uma pessoa: varia frequentemente, enquanto o clima é a personalidade, mais a longo prazo”, diz Jason Furtado, professor da Universidade de Oklahoma.

Por que está tão frio?
O ar super frio fica normalmente preso no Ártico por um “vórtice polar”, que é um gigantesco padrão meteorológico circular em torno do Pólo Norte. O vórtice mantém esse ar frio preso. “Então, quando esse vórtice se enfraquece, é como uma barragem prestes a explodir", e o ar frio dirige-se para o sul, diz Judah Cohen, um especialista em tempestades de inverno da Atmospheric Environmental Research, uma empresa privada de Boston. “Essas temperaturas tão baixas não seriam recorde no Canadá, no Alasca ou na Sibéria, mas elas estão deslocadas, estão fora de lugar”, diz Cohen, que havia previsto um inverno mais frio do que o normal para grande parte dos EUA.

Isso é incomum?
Sim, mas mais pela duração do que pela temperatura. Boston bateu um recorde de 100 anos de baixas temperaturas em sequência de 7 dias. Recordes de mais de 1.600 registros diários de frio foram quebrados na última semana de dezembro, segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica. Para Greg Carbin, do Centro de Previsão do Tempo do Serviço Meteorológico Nacional, “as estatísticas mais significativas são as de como a temperatura média da semana passada foi a mais baixa em mais de um século de medição para Minneapolis, Chicago, Detroit e Kansas City, o terceiro mais frio em Pittsburgh e o quinto mais frio da cidade de Nova York”.

É apenas nos Estados Unidos?
Por enquanto sim. Enquanto os Estados Unidos estão mais congelados, o resto do mundo tem aquecido mais do que o normal. O mundo como um todo era 0,5 graus Celsius mais quente do que o normal na terça-feira, e o Ártico estava 3,4 graus Celsius mais quente do que o normal segundo análise do Instituto da Mudança Climática da Universidade de Maine.

O que deve acontecer agora?
O frio vai continuar e pode até piorar para grande parte da costa leste neste fim de semana por causa de uma tempestade monstruosa que está sendo preparada no Atlântico e Caribe, o que os meteorologistas estão chamando de “furacão de neve” ou “bomba ciclone.'' O evento ocorre quando a pressão atmosférica cai muito num espaço de tempo muito curto, conferindo à tempestade uma força explosiva. Mas os meteorologistas não acreditam que a tempestade atingirá a costa leste, mantendo a maioria da neve e os piores ventos sobre o oceano aberto, embora partes do Nordeste sejam afetados por ventos fortes, ondas e muita neve. “Para o Nordeste, este fim de semana pode ser o mais frio dos mais frios com a tempestade”, disse Jason Furtado, professor de meteorologia da Universidade de Oklahoma. “Para o resto, no entanto, podemos estar terminando a onda fria com uma grande comemoração”.

O que faz essa onda ser tão intensa?
Uma mistura de mudanças naturais e alterações climáticas causadas pelo homem. “A mudança climática não fez a tempestade polar mais extrema, mas pode ter feito ela se mover mais rápido”, diz Furtado. Um estudo recente da cientista do clima do Instituto Potsdam, Marlene Kretschmer, descobriu um enfraquecimento do vórtice polar ocorrendo de forma mais corriqueira desde 1990. O estudo está mais focado na Europa. Mas pesquisas contínuas mostram que parece haver uma conexão semelhante para o Ártico. 

Seth Borenstein, Associated Press.
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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

A quarta fase da água

Richard Jakubaszko
Todos aprendemos no primeiro ano do ensino fundamental, que a água tem 3 fases: líquida, sólida e gasosa. Mas o Professor Dr. Gerald Pollack, da Universidade de Washington, nos apresenta a quarta fase da água, no vídeo (abaixo) de uma palestra proferida no TED.

Divirtam-se, cientistas ou não, sobre as questões levantadas pelo professor,  médico e biólogo, em que ele conclui que podemos tirar energia da água, despoluir a água contaminada, ou mesmo dessalinizar a água do mar a custos muito baratos, e muitas outras aplicações.

Este vídeo me foi enviado pelo Dr. Odo Primavesi, engenheiro agrônomo aposentado da Embrapa, lá de São Carlos (SP), a cidade com mais doutores por m2 do Brasil. No vídeo é locução em inglês, mas é possível colocar legendas em português.
Outras informações podem ser obtidas neste link: https://portal2013br.wordpress.com/2015/03/07/o-que-e-o-quarto-estado-da-agua/

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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Gilmar, o melhor laxante, agora em tabletes

Richard Jakubaszko  
Depois de soltar Roger Abdelmassih, Daniel Dantas (2 vezes), o seu compadre (Barata) das empresas de ônibus no Rio de Janeiro, também por duas vezes, e agora Antony Garotinho, e muitos outros, Gilmar caiu em desgraça entre os juízes de primeira instância; dos ministros do STF, Gilmar Mendes é o mais zoado, o que recebe mais críticas, o menos respeitado entre as pessoas comuns e nas redes sociais, e agora ainda é meme: quem poderia imaginar isso com um ministro do STF, né não? É uma descompostura por semana... 

O ministro é prato cheio para análises de psiquiatras e de escritores de romances, gente que lida com o intelecto e o ego, pois vive um mundo de faz de conta, mas tem de se espelhar nas ciências das relações humanas para que tenha verossimilhança. Gilmar Mendes comete suas trapalhadas (jurídicas e políticas), entra em debate azedo com outros ministros no plenário, desqualifica as pessoas, é zoado ou xingado por alguns (antes por Joaquim Barbosa, agora pelo Barroso), eis que achava que merecia elogios e aplausos, mas é criticado, zoado, aí sente-se injuriado e tasca processo em cima de jornalistas.
Será que isso não é (muito) anormal?
 



domingo, 7 de janeiro de 2018

Que país é este?

Richard Jakubaszko  
Enviada por Gerson Machado, mineiro que vive pelo mundo, mas mora nas Minas Gerais:


Tradução:
"Nós agora vivemos em uma nação onde médicos destroem a saúde, advogados destroem a justiça, universidades destroem o conhecimento, governos destroem a liberdade, a imprensa destrói a informação, religiões destroem a moral, e os bancos destroem a economia".
Chris Hedges, jornalista e escritor americano, ganhador do Pulitzer, e que foi correspondente do New York Times durante 20 anos como correspondente de guerra.
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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

A Petrobras pagou 3 vezes mais do que o escritório de NY esperava

Richard Jakubaszko 
Informações e opiniões começam a aparecer sobre o malfadado acordo feito esta semana entre a Petrobras e a Justiça Norte Americana. Independentemente dos interesses de fundos de acionistas oportunistas, chamados de fundos abutres, há mega-abutres individuais, como George Soros, especulador profissional que comprou milhares e milhares de ações da Petrobras em 2013 e 2014, conforme publicado aqui no blog em 2016 ( em artigo do jornalista Mauro Santayana, veja aqui ). 

Detalhe: ações adquiridas a baixo preço por Soros em 2013 e 2014, pura especulação em bolsa de valores, mas que agora serviram para processar a vítima, a Petrobras, que vira ré nos EUA, e mesmo sem ter sido condenada reconhece a "culpa", e ainda faz "acordo" para pagar a culpa!!! E outra coisa, essas ações são usadas pelos fundos abutres para pedir à vítima (a Petrobras) ressarcimento por "prejuízos". Mas pergunto: que prejuízos, se os especuladores compraram na baixa, e bem depois do período de corrupção que a Petrobras sofreu? Lembro que Dilma demitiu os 3 diretores corruptos da Petrobras, em abril de 2012. Depois disso, como se sabe, a corrupção estancou na empresa. Mas teve CPI, e depois a Lava Jato, a partir de 2014.

Já o governo brasileiro não teve qualquer ação de defesa da Petrobras conforme relata Luis Nassif no Jornal GGN, baseado em e-mail de um brasileiro, veja o post de Nassif, logo abaixo.

De toda forma, após  o acordo, só uma Ação Popular para salvar a Petrobras. A multa, de US$ 2,9 bilhões de dólares, tem valor superior ao campo de extração de Carcará, recentemente vendido para uma petrolífera italiana. É assim, portanto, que os abutres internacionais vão quebrar a Petrobras, para depois comprar a empresa, na bacia das almas.

A Petrobras pagou 3 vezes mais do que o escritório de NY esperava
Luis Nassif *

De um profundo conhecedor do mercado jurídico de Nova York:

Bom dia Nassif.
O acordo da Petrobras tem vários ângulos que estão sendo pouco comentados na mídia.

 
1. A postura da atual administração da PETROBRAS foi de que a empresa é de fato CULPADA porque o PT roubou etc., portanto tem que pagar etc. Para expiar a culpa do Governo Lula, a mídia oficialista tem repercutido essa atitude, dizendo que o acordo tinha que ser feito, era inevitável.

Quem entra em um processo judicial já se sentido culpado vai ter o pior resultado possível. A PETROBRAS FOI MUITO MAL DEFENDIDA NESSE PROCESSO.

 
Esses esquemas profissionais de extorsão são constituídos por especuladores que compram ações para processar, são especuladores profissionais perfeitamente conhecidos no mercado americano, não são litigantes de boa fé como seriam os acionistas originais que se sentiram lesados.

Um acionista normal não vai colocar dinheiro para montar um processo de sucesso duvidoso. Só "esquemas" especulativos com foco em "acordos" investem nisso em sociedade com escritórios de advocacia ultra especializados nesse tipo de ação, como é o caso do WOLF POPPER, que opera na área há décadas.

 
O maior acordo já feito por esse escritório é de US$ 150 milhões (acordo CITCO). Os demais são de 8, 15 ou 17 milhões de dólares. O valor desse acordo é MAIOR que o lucro da PETROBRAS em um ano, o que é uma aberração. É o maior acordo jamais fechado por uma companhia estrangeira nesse tipo de ação.

 
2. Esses esquemas usam muito a mídia para INFLAR seu "preço alvo", inventam que a condenação da PETROBRAS seria de 8 bilhões. Mas eles esperavam em torno de 1 bilhão de acordo, segundo comentários em outros escritórios de NY. A proposta quase 3 bilhões foi uma bomba, um valor absurdo porque as perdas JÁ foram em grande parte recuperadas na alta posterior das ações da PETROBRAS.

 
Eles espalharam inclusive na mídia brasileira que a condenação seria muito maior mas não há nenhuma evidencia disso PORQUE o processo criminal que reconheceria a existência de corrupção que corre no Departamento de Justiça AINDA não foi concluído. Esse processo seria a BASE LEGAL para as "
class actions" dos minoritários.
 
3. Então a PETROBRAS fechou acordo com os minoritários ANTES que o Departamento de Justiça a declarasse culpada da causa que justificaria o acordo com os minoritários. Todos esperavam que a decisão sobre as "
class actions" tivesse seu desfecho APÓS a decisão do Departamento de Justiça e não antes.

Pior ainda, ao fechar o acordo com os minoritários a PETROBRAS confessa sua culpa, o que vai pegar muito mal no Departamento de Justiça, onde a culpa AINDA estava sendo apurada e não há nenhuma indicação de que a PETROBRAS seria considerada culpada.

 
Esse processo no Departamento de Justiça corre solto. O Governo do Brasil NENHUMA VEZ usou e esperava-se que usasse sua força política em Washington para fazer lobby junto ao Departamento. Todos os governos quando tem problemas em Washington usam lobby em cima da Administração.

NÃO É USUAL o Departamento de Justiça processar empresa estatal de pais aliado e amigo dos EUA. Mas NENHUMA AUTORIDADE brasileira sequer telefonou ao Attorney General pedindo consideração nesse processo onde a PETROBRAS não é culpada, é vitima. A PETROBRAS está deixando correr solto esse processo, na mesma linha, "somos culpados, é bom que condenem porque ai se joga a culpa no PT".

 
4. A maior acionista da PETROBRAS é a União, portanto esse acordo afeta o INTERESSE PUBLICO diretamente. Pergunta-se, a ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO acompanhou esse acordo, ou tudo ficou a cargo da administração atual da PETROBRAS?

 
A Advogada Geral da União deveria ter ido à Nova York, falar com o Juiz do processo, isso é normal, possível e esperado, para ter uma visão própria e não filtrada pela PETROBRAS sobre esse mega processo com mega prejuízo para o Brasil. É um processo que afeta o interesse da União, vai acabar com o lucro e impedir dividendos da PETROBRAS em 2018. A AGU se mexe em casos muito menores, pergunta-se, ao menos a AGU foi CONSULTADA sobre o acordo?

 
5. O panorama geral de tudo isso é que esse acordo vai ser jogado na conta do PT. A PETROBRAS não se defendeu como seria de sua obrigação, o Governo do Brasil se omitiu porque achou que esse assunto é da cota do PT, quando a espetada vai direto no bolso dos brasileiros e no preço da gasolina no Brasil.

Esse acordo é um caso muito sério para passar batido. Os "grandes gestores" da PETROBRAS estão vendendo tudo para depois pagar aos especuladores de Nova York esse prêmio de Ano Novo? Muitos dos bons ativos vendidos ultimamente pela PETROBRAS não chegam ao valor desse cheque novaiorquino.

É um assunto que mereceria uma Ação Popular enquanto é tempo.
Um abraço

 
* o autor é jornalista, editor do blog Jornal GGN
Publicado em https://jornalggn.com.br/noticia/a-petrobras-pagou-3-vezes-mais-do-que-o-escritorio-de-ny-esperava

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quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

A tacada da diretoria da Petrobras com os fundos-abutres norte-americanos

Richard Jakubaszko
Causa revolta, indignação, e vontade irrefreável de queimar vivos os responsáveis por esse acordo espúrio e hipócrita entre a Petrobras e os acionistas americanos. Não apenas pelo "acordo", mas pela docilidade com que foi aceito, o acordo e o seu valor, cujo montante é muito acima do que foi roubado da Petrobras. Onde estão os ínclitos e cheios de convicção procuradores da república: por que não ficam indignados? Por que não investigam a maracutaia que se esconde atrás desse "acordo"?

Ao terminar de ler o artigo do Nassif, que envergonhado reproduzo abaixo, a vontade que me assalta é a de pegar o passaporte e ir ao aeroporto, pegar um avião para qualquer lugar, sumir daqui. Antes de embarcar, cuspir na certidão de nascimento e no solo de todos nós brasileiros. Uma rápida reflexão, após esse sentimento de nojo, demonstra que o Brasil não é o culpado, e me leva à conclusão de que somos colônia, cachorros vira-latas, dominados por uma justiça politiqueira e inepta, uma mídia engajada em seus próprios interesses corporativos, e por políticos rastaqueras, da mais baixa vilania.

A tacada da diretoria da Petrobras com os fundos-abutres norte-americanos
Luis Nassif *  
A reportagem da Reuters sobre o acordo entre a Petrobras e os acionistas norte-americanos que a acionaram não dá margem a dúvidas. Os investidores decidiram processar a Petrobras depois que os procuradores da Lava Jato acusaram os executivos da empresa de aceitar mais de US$ 2 bilhões em subornos e envolveram nas acusações os ex-presidentes Maria das Graças Foster e José Sérgio Gabrieli.

O que a Petrobras está perdendo com esse acordo é várias
vezes mais do que o dinheiro recuperado pela Lava Jato.

Na apuração de responsabilidades, é importante levantar o papel do ex-Procurador Geral da República Rodrigo Janot. Saber que tipo de informações ele levou ao Departamento de Justiça e que acabou ajudando no embasamento das ações.

 
O acordo da Petrobras com os investidores-abutres norte-americanos tem outros responsáveis. Não apenas o presidente Pedro Parente, mas todos os funcionários que aceitaram o jogo, do Departamento Jurídico ao de Relações com os Investidores.

 
O primeiro ponto é essa maluquice de estimar a corrupção da Petrobras em R$ 10 bilhões. A corrupção saía do lucro dos fornecedores, não da Petrobras. É corrupção do mesmo modo. Mas entender essa lógica é essencial para saber quem deve indenizar quem.

Depois, o valor de R$ 10 bilhões foi uma maluquice que a ex-presidente Graça Foster, absolutamente jejuns em questões corporativas, acabou endossando. Houve um ajuste patrimonial na Petrobras decorrente da queda dos preços do petróleo.

 
A contabilidade leva em conta a geração futura de resultados de cada unidade. Quanto maior o preço do petróleo, maior a rentabilidade. Com a queda dos preços, houve um ajuste no balanço, que nada teve a ver com a corrupção. A sede persecutória da Lava Jato e da mídia imediatamente transformou o ajuste em prejuízo decorrente da corrupção.

 
Qualquer grande escritório de advocacia não teria nenhuma dificuldade em estabelecer a verdadeira relação de causalidade entre preços de petróleo e das ações das petroleiras. A troco de quê a Petrobras abriu mão de se defender?

Enfim, trata-se de uma grande tacada, uma bilionária tacada que, em um ponto qualquer do futuro, cobrará seu preço dos responsáveis. E não irá parar por aí.

Esse acordo envolve uma das
class actions. Ainda há outras, além dos processos não resolvidos no Departamento de Justiça e na SEC (a CVM norte-americana).
 
Essa ação tem advogados brasileiros associados, cujo próximo passo será montar uma ação dos minoritários brasileiros contra a Petrobras.

Virou uma festa, na qual irão extorquir muito mais do que os propineiros e, agora, sob aplausos da mídia. A inacreditável Globonews saudou a jogada.


* o autor é jornalista, editor do Jornal GGN. 
Publicado em  https://jornalggn.com.br/noticia/a-tacada-da-diretoria-da-petrobras-com-os-fundos-abutres-norte-americanos-por-luis-nassif
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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Veganos à solta: segunda sem carne! É lei aprovada em S.Paulo!

Richard Jakubaszko  
Os tempos mudam hábitos e regras, para quem não sabe, ou ainda não tem idade para avaliar isso. Numa época, isso ou aquilo é permitido, e algum tempo depois passa a ser proibido. Ou ao contrário. O que era bom, bonito e legal, passa a ser brega, conservador e de mau gosto. Fumar era um bom exemplo de hábito social e sofisticado no passado recente. As indústrias de cigarros eram, disparadas, as maiores anunciantes das TVs. Mas fumar virou ato repulsivo hoje em dia. Usar roupa rasgada, puída, era considerado deplorável num passado bem recente, coisa de pobre irrecuperável, mas hoje é considerado legal, despojado, chique no úrtimo, e que faz algumas pessoas pagarem mais caro por uma calça jeans rasgada e ainda se "sentirem bem".

Fui comprar calças jeans neste Natal, para me dar de presente, e custei a encontrar uma não rasgada ou desfiada. O mundo imbecilizou? Ou fiquei velho? É o que costumo me perguntar com essas mudanças radicais de hábitos. Concluo que são as duas coisas...

A comprovar esse aforismo de que o tempo muda tudo, os veganos e vegetarianos estão em alta, e um deles, deputado estadual Feliciano Silva Filho (atual PSC, antes foi, desde 2003, PSDB, Partido Verde, e do Partido Ecológico Nacional), um político da região de Campinas (SP), mas inexpressivo em termos estaduais, conseguiu aprovar seu projeto de lei na Assembleia Legislativa de São Paulo, num dia de plenário vazio, quase às moscas, a "segunda-feira sem carne", que proíbe carne no estado inteiro, em merendas nas escolas, refeições em hospitais, presídios, creches, ou qualquer órgão público, inclusive torna proibida a doação de carnes a qualquer título nas segundas-feiras. Multa de R$ 7.500,00 a quem transgredir, e que dobra de valor em casos de reincidência.

O que se passa na cabeça de um vegano? Não dá para imaginar, mas com certeza a ausência de zinco (elemento vitamínico rico nas carnes vermelhas, e ausente na maioria dos demais alimentos) deve provocar algum distúrbio funcional nos neurônios dos veganos, que querem nos convencer  a todo custo que eles têm razão. Mas surpreende que o projeto de lei do deputado defensor do bem estar dos animais tenha sido aprovado em plenário, o que requer mais de 45 votos de outros deputados. No dia da votação devia ter um 30 deputados em plenário, e ele precisou convencer 16 deles para aprovar a despropositada lei vegana.

Agora, o PL aprovado vai para sanção do governador Geraldo Alckmin, que terá de decidir se ganha os votos dos veganos, nas próximas eleições, ou se perde o voto da imensa maioria dos paulistanos, que adoram um churrasquinho ou um bom bife para começar a semana. O deputado, e todos na assembleia legislativa de São Paulo, deveriam é estar preocupados com o bem estar dos seres humanos jogados nas sarjetas de São Paulo, porque não há mais marquises para abrigar tanta gente abandonada. Tá faltando marquise em São Paulo. Que tal um PL que obrigue os prédios a terem marquises? Já perceberam? Os arquitetos contemporâneos não projetam mais marquises nos novos prédios, para evitar a presença dos moradores de ruas.

Os pecuaristas, associações de produtores, frigoríficos, açougueiros, e carnívoros em geral, estão em estado de pânico e em permanente vigília, rezando para que o governador vete o PL integralmente. Para pecuaristas, a proibição representa significativa queda das vendas no mês a mês.

O deputado autor do PL nem teve ideia original: na Holanda há uma lei que permite um dia sem carne, mas não é obrigatória, é opcional. Paul McCartney, o ex-Beatle, é um vegano conhecido e propõe sempre um dia sem carne, mas ninguém na Inglaterra admitiria uma lei nesse sentido.

Se vocês acham que não é nada, saibam que antigamente era permitido fumar nos elevadores e cinemas. Depois, foi crescendo a proibição. Primeiro, nos aviões os fumantes foram para os assentos dos fundos. Depois, proibido para viagens de menos de duas horas, e hoje é proibição total. Nos restaurantes era a mesma coisa, tinha o espaço dos fumantes, e depois tudo foi proibido.
Toda proibição é como uma maratona, tem mais de 43 mil passadas, mas todos têm de dar o primeira...
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terça-feira, 2 de janeiro de 2018

A 'reinvenção da roda': como é o substituto quase indestrutível dos pneus criado pela Nasa

Richard Jakubaszko

O Superelastic Tire: criado a partir da tecnologia usada nos veículos espaciais
levados a Marte. Foto: NASA Glenn

 


Uma liga de titânio e níquel que possui memória.
Essa é a chave por trás do novo pneu que o Centro de Pesquisas Glenn, da agência espacial americana, a Nasa, revelou recentemente.

Os seus desenvolvedores estão tão certos da importância da inovação que a chamaram de "reinvenção da roda".

 
Mas por que ela é tão especial? 

A realidade é que não há material novo nesta roda: ela é feita com uma liga de titânio e níquel que já é usada em outros objetos, como armações de óculos.
Mas ela tem sim um conceito inovador sobre o que um veículo precisa para se mover sobre rodas.


Malha é semelhante à armadura dos cavalheiros medievais.
Foto: NASA Glenn

Desde meados da década passada, pesquisadores sob o comando do engenheiro Vivake Asnani estão trabalhando em uma roda de grande durabilidade para veículos usados em missões espaciais.
Depois de anos de testes, incluindo a recente visita de um carro-robô a Marte, eles apresentaram o Superelastic Tire, o pneu superelástico.

Com esta "nova" roda, o uso da borracha e de uma câmara de ar como nos pneus clássicos que conhecemos está definitivamente descartado.
 
Composição do pneu permite maior deformação, o que prolonga a durabilidade. Foto: NASA Glenn
Em compensação, a malha deste material é extremamente resistente, com uma importante capacidade de adaptação a diferentes terrenos e grande durabilidade.
"O resultado é um pneu que pode suportar uma deformação excessiva sem danos permanentes", disse o laboratório ao apresentar sua invenção.

Uma roda com 'memória'

A principal característica do Superelastic Tire é a "memória de formato" desta malha metálica, que permite uma adaptação a qualquer tipo de terreno e um posterior retorno ao estado original.

Os testes mostraram que esta roda pode passar por cima de grandes rochas na estrada, ou em um terreno muito arenoso, sem perder a tração.

Fizeram o mesmo teste com 3 tipos de rodas; a composta por malha metálica teve o melhor resultado. Foto: NASA Glenn
"Estas ligas com memória de formato são capazes de sofrer uma deformação reversível de até 10%", dizem os pesquisadores.
Outros materiais têm uma capacidade de deformação entre 0,3% e 0,5%

Além disso, o novo produto promete uma melhoria na capacidade de carga de um veículo e também torna o eixo das rodas mais leve - o que diminui o peso do automóvel e, portanto, possibilita maior economia de combustível.

E pode ser usada como? 

Até agora, não há estimativa de quanto custa um pneu desse tipo, pois o protótipo requer adaptações aos veículos existentes.
A NASA considera nova tecnologia alternativa 'viável' aos pneus de carros. Foto: NASA Glenn
Mas os pesquisadores consideram que a nova invenção é "uma alternativa viável" aos pneus usados já há mais de um século.
Além dos automóveis de passeio, os veículos que podem se beneficiar dessa tecnologia são:


• Veículos militares;
• Máquinas para construção;
• Veículos de transporte pesado;
• Máquinas agrícolas;
• Aeronaves com grande capacidade de carga.

Publicada originalmente na BBC Português: http://www.bbc.com/portuguese/geral-42463964


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segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Meus desideratos para 2018

Richard Jakubaszko 
 
Meus desideratos (manifestação de desejos) para 2018 são quase os mesmos de 2017. Significa dizer que quase nenhum dos meus desideratos do ano anterior foram atingidos.
Mas arrisco, novamente, apostar nas utopias, pois sem elas não haveria como sobreviver:

Que o Brasil saia dessa camisa de força em que se encontra, uma ditadura midiática em parceria com uma justiça arbitrária e agora manobrada por políticos corruptos, sob a orquestração do poder financeiro, dos mercadistas e interesses alienígenas

Que tenhamos eleições livres e democráticas

Que o Brasil seja hexacampeão

Que a reforma da Previdência Social promova justiça social, e não ainda mais desigualdades

Que os impostos no Brasil sejam equalizados, fazendo os pobres pagarem menos IR e outras taxas

Que o Acordo do Clima, combinado em Paris (dez/16) seja definitivamente sepultado

Que a Justiça brasileira encontre o caminho do equilíbrio e do bom senso

Que Lula tenha seu recurso no TRF4 julgado com isenção e justiça, para que a Justiça brasileira não seja enxovalhada mundialmente.
 

Que a pesquisa médica encontre a cura definitiva para os cânceres, o Alzheimer, o Mal de Parkinson, as diabetes, e amenize os efeitos das alergias

Que meu time, o Internacional, se classifique para a Libertadores da América

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