Richard Jakubaszko

O Inter foi melhor nas duas finais, e também durante todo o campeonato, demonstrando a superioridade do time.
Fica a alegria e a certeza de que Octa Campeão é apenas um, o Internacional.
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Este blog é um espaço de debate onde se pode polemizar sobre política, economia, sociologia, meio ambiente, religião, idiossincrasias, sempre em profundidade e com bom humor. Participe, dê sua opinião. O melhor do blog está em "arquivos do blog", os temas são atemporais. Se for comentar registre nome, NÃO PUBLICO COMENTÁRIOS ANÔNIMOS. Aqui no blog, até mesmo os biodesagradáveis são bem-vindos! ** Aviso: o blog contém doses homeopáticas de ironia, por vezes letais, mas nem sempre.
Richard Jakubaszko
O Inter foi melhor nas duas finais, e também durante todo o campeonato, demonstrando a superioridade do time.
Fica a alegria e a certeza de que Octa Campeão é apenas um, o Internacional.
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Richard Jakubaszko
O verdadeiro jornalismo renasce como Fênix ao assistirmos a entrevista do ex-presidente José Sarney na GloboNews hoje (14/03/2025, no seu noticioso Em Pauta, comemorando os 40 anos da redemocratização brasileira.
Sarney, hoje com 94 anos de idade, que irá completar 95 em 25 de abril próximo, demonstrou uma acuidade política,sem contar a lucidez, e uma memória extraordinária ao lembrar de nomes e situações da sua posse como presidente, em que era o vice de um presidente (Tancredo Neves) que ainda não havia tomado posse.
De forma oportuna a bancada de jornalistas da GloboNews abordou a atual situação da política no Brasil, e de como isso deveria ser conduzido para manter o Brasil em um estado democrático. Sarney destacou a reforma política como a mais importante a ser feita, dada a proliferação de mais de 30 partidos no Brasil, e de acabar com o exótico voto proporcional, que leva ao Congresso Nacional políticos sem nenhuma representatividade. Abordei recentemente esse assunto aqui no blog, ver aqui
Por diversas opiniões e lembranças, por ser um político conservador, mas de uma habilidade extraordinária, Sarney recoloca o Brasil na linha de democracia.
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João Badari *
O Supremo Tribunal Federal (STF) desempenha um papel fundamental na estabilização das normas jurídicas e na definição dos rumos do ordenamento brasileiro. Quando se trata de temas de grande repercussão social e econômica, como a Revisão da Vida Toda, a relevância dos debates presenciais entre os ministros se torna ainda mais evidente. O pedido de destaque recente do ministro Dias Toffoli, que remeteu essa discussão ao plenário presencial, reforça a necessidade de uma deliberação aprofundada e qualificada sobre a matéria.
O julgamento no ambiente físico do STF permite a construção de um debate rico e aprofundado, no qual os ministros podem confrontar argumentos e enriquecer suas decisões com análises interdisciplinares. O embate jurídico presencial proporciona uma troca de ideias que transcende o aspecto meramente técnico, incorporando considerações constitucionais, processuais, de direito material e, sobretudo, o impacto social das decisões.
A jurisprudência do STF influencia diretamente a vida de milhões de brasileiros e, portanto, requer uma apreciação ampla e minuciosa.
O debate presencial permite que os ministros, ao longo de suas manifestações, não apenas exponham seus entendimentos, mas também absorvam e ponderem argumentos apresentados pelos colegas, reavaliando seus próprios posicionamentos à luz das discussões.
A composição do STF reúne juristas com profundo conhecimento não apenas do Direito Constitucional, mas também das nuances do Direito Processual, do Direito Material e das consequências práticas de suas decisões na sociedade.
O julgamento presencial viabiliza que essa expertise seja exercida de forma plena, permitindo que cada magistrado agregue ao debate sua visão particular, oriunda de uma trajetória acadêmica e profissional singular.
Além disso, o colegiado, ao atuar conjuntamente e interagir em tempo real, promove uma análise mais sensível às implicações sociais das decisões judiciais. Esse aspecto é essencial para garantir que a justiça não seja apenas técnica, mas também socialmente equilibrada.
A Corte Suprema não pode ignorar os impactos financeiros, estruturais e sociais de seus julgamentos. O consequencialismo jurídico é uma abordagem que considera os desdobramentos das decisões para além do caso concreto, analisando os reflexos sistêmicos na Administração Pública, na economia e na vida dos cidadãos.
No caso da Revisão da Vida Toda, há um intenso debate sobre o impacto financeiro que a decisão pode gerar para o regime previdenciário. Estudos do impacto econômico trazido pela decisão apontam um custo total de cerca de R$ 3 bilhões, ao longo de 10 anos. Também se deve ponderar o direito dos aposentados que contribuíram sobre salários mais altos antes de julho de 1994 e que hoje recebem um benefício menor devido ao critério de cálculo imposto pela Reforma Previdenciária de 1999.
A equação entre viabilidade fiscal e justiça social exige um debate minucioso, que apenas o julgamento presencial pode proporcionar de forma plena.
A decisão do ministro Dias Toffoli de levar a Revisão da Vida Toda ao plenário presencial reforça a seriedade e a complexidade do tema.
O Brasil, como sociedade, ganha com esse aprofundamento das discussões e com a consolidação de um sistema judicial que, além de técnico, seja sensível às reais necessidades da população. A Revisão da Vida Toda é um exemplo emblemático de como a análise presencial qualificada pode levar a um desfecho mais justo e equilibrado para todos os envolvidos.
* o autor é advogado especialista em Direito Previdenciário e sócio do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados
NOTA DO BLOGUEIRO:
Sou um dos brasileiros ludibriados pelo Estado, com as frequentes "reformas da previdência" implementadas pelos governos, tanto no período da ditadura como nos posteriores, notadamente as reformas de FHC e de Temer/Bolsonaro. Contribuí por mais de 12 anos, como trabalhador que era, pelo teto de 20 Salários Mínimos, entre os anos 1970 e 1980. Nos anos 1980, acho que no governo Sarney, acabaram com esse teto, que voltou para 10 SM e assim permanece até hoje. Na época do teto de 20 SM dizia-se que seria para "melhorar" a renda dos aposentados, mas quando pedi minha aposentadoria aquelas contribuições não foram levadas em conta, e só valeram as contribuições a partir de 1994, sob o argumento de que a nova moeda, o Real, que ficou estabilizada.
Foi uma mentirinha... Quando calcularam o valor do meu benefício ficou na metade do teto máximo, mesmo tendo sido feitos sempre pelo teto de 10 SM. Ou seja, depois tem ministro do STF que fala que a "vida toda" nunca existiu... Claro, para ele não vale nada disso, o valor da aposentadoria dele é pelo teto do que ele ganhou em vida quando ministro...
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Richard Jakubaszko
Dentro de poucos dias, talvez ainda esta semana, este blog atingirá a inimaginável marca de 4.000.000 de visitas, acumuladas em 18 anos de atividades. Levamos quase 5 anos para atingir 500 mil visitas, em fevereiro 2013, e depois cerca de 3 anos para chegar ao 1º milhão. Agora vamos chegar a 4 milhões de visitas!
Obrigado a todos!
Como prêmio ao internauta visitante de nº 4.000.000 enviarei um de meus 4 livros, devidamente autografado, sem nenhum custo. O livro do ganhador pode ser escolhido na aba lateral deste blog, é só correr a barra de rolagem à direita.
Para ganhar o livro, basta o internauta conferir o “counter" aí ao lado, clicar na tecla "print screen", depois colar no Paint e salvar como imagem jpeg em baixa resolução; aí, envie e-mail com esse arquivo em anexo para richardassociados (arrôba) yahoo.com.br identificando-se e fornecendo o endereço completo para remessa do livro escolhido.
Também para os visitantes que enviarem o print do 3.999.999 e da tela do 4.000.001 enviarei um exemplar de um dos livros (livre escolha). Portanto, prêmio triplo! Dentro de poucos dias, este blog atingirá a inimaginável marca de 4.000.000 de visitas, acumuladas em 18 anos de atividades.
Obrigado a todos!
ET
Na madrugada do dia 17 de janeiro de 2025 este blog ultrapassou a marca dos 4.000.000 de visitantes. Como ninguém enviou um print referente à passagem, lamentavelmente não terei de enviar um exemplar de meus livros. A próxima será nos 5 milhões, aguardem.
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Evaristo de Miranda
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Roberto Lobo *
Recebi um convite de um colega para comentar um artigo que faz uma extrapolação dos níveis de CO2 na atmosfera para períodos muito anteriores à nossa época. Certamente a intenção desse colega foi a de provocar minha reação diante da evidência de que a quantidade de CO2 na atmosfera, medida para épocas remotas, oscila muito e indica, em algumas delas, concentrações muito superiores desse gás àquelas que temos hoje em dia. Apesar de haver muitos outros fatores envolvidos, a quantidade de gás carbônico e a temperatura da Terra têm forte correlação na história de nosso planeta, embora a relação direta de causalidade seja, aparentemente, complexa.
Esta relação do CO2 com o efeito estufa e sua influência no aquecimento do planeta já havia sido proposta há dois séculos por pesquisadores como Tyndall, Watt, Fourier, etc. Provavelmente, a provocação foi motivada por comentários que emiti sobre o que considero o exagero do "pânico generalizado com o aquecimento global".
Esse tema foi lançado com estardalhaço na sociedade a partir do documentário com Al Gore, "Uma Verdade Inconveniente", de 2007. Al Gore foi vice-presidente de Bill Clinton e candidato à presidência dos EUA em 2000, tendo sido derrotado por George Bush em uma discutida apuração no estado americano da Flórida.
O documentário levou o político americano novamente para as manchetes e gerou inúmeros convites para conferências que fez sobre o tema que o fizeram ser escolhido para receber o Prêmio Nobel da Paz no mesmo ano. Gore, um parlamentar ambientalista, reuniu evidências científicas sobre a modificação do clima da Terra pela ação humana, principalmente na era industrial, e extrapolou estes dados para o futuro, gerando um clima de urgência, pânico e profundo sentimento de culpa em grande parte da humanidade, na mesma época em que crescia, na mesma época, um sentimento de revolta na sociedade contra preconceitos e discriminações. O rancor latente foi em parte orientado contra os "poluidores" do ambiente e contra as grandes indústrias petrolíferas. O assunto transbordou a área das ciências do clima e se tornou uma bandeira social e uma arma de luta política e ideológica. Embora a exagerada poluição seja um mal para o nosso bem-estar e o combate a ela, feito de forma equilibrada e avaliado constantemente em sua eficácia, deva ser uma política de estado, as extrapolações de Al Gore criaram previsões catastróficas no curto prazo, mobilizando órgãos nacionais e internacionais que investiram grandes recursos no financiamento de pesquisas voltadas ao estudo do previsto aquecimento global. Houve a perigosa mistura de política, ciência, oportunismo e interesses econômicos de todo tipo.
A grande maioria da imprensa, que adotava teses progressistas de inclusão social, abraçaram cegamente as teses de Al Gore: "fora as indústrias petrolíferas!", "fora a derrubada de florestas!", "fora produtos que se valessem do comprometimento do meio ambiente!", etc. Desde o início deste movimento, houve várias denúncias de que dados estivessem sendo "ajeitados" para comprovarem as teses de Al Gore. Nem todos, no entanto. A poluição gerada pela industrialização é verdadeira. CO2 gera o efeito estufa, mesmo!
Está havendo, realmente, redução de gelo em partes do planeta. As atividades humanas vêm causando um aquecimento extra no clima da Terra. A questão que aponto é a escala de tempo e as proporções previstas sem considerar outras variáveis. Um exemplo: é bem sabido que a população da Terra vem aumentando rapidamente, como previsto por Malthus, mas embora exista miséria e fome, não há uma fome generalizada, sendo as crises alimentares restritas a regiões mais pobres do globo. A tecnologia aumentou a produção de alimentos em escalas inimagináveis nos tempos de Malthus. Hoje, não é tanto a produção de alimentos o problema, mas sua distribuição desigual. A tecnologia superou a estatística.
Outro exemplo: se a população apresentasse o mesmo crescimento ocorrido nos últimos 200 anos, e continuássemos a contar com o cavalo como nosso principal meio de transporte, nossas cidades estariam imundas e malcheirosas pelas fezes equinas, mas veio Henry Ford, que no brindou com os automóveis, solução maravilhosa, que trouxe, como em tudo na vida, sua contrapartida negativa - a poluição da queima do petróleo. E assim caminha a humanidade... sempre encontrando novas soluções para seus problemas e gerando outros problemas como subprodutos. Para confirmar suas pregações, os defensores do aquecimento catastrófico utilizam muitas vezes gráficos e estatísticas que, embora não estejam erradas, apresentam somente uma parte da realidade, parte essa que é extrapolada para o futuro pintando um cenário ainda mais dramático.
Isso quer dizer, por exemplo, que se um fenômeno que oscila ao longo do tempo for apresentado somente no trecho crescente e continuado a partir daí, se terá a impressão de que ele crescerá indefinidamente; se um parâmetro que varia do valor 1 para 2 for ligado em um gráfico linear, dependendo das escalas dos eixos horizontal e vertical ele pode parecer fortemente crescente (quase vertical) se a escala horizontal for reduzida, ou quase estacionário (quase horizontal), se ela for estendida. Ou seja, a forma de apresentar uma escala induz a uma certa conclusão, em especial aos leigos.
Há ainda a recordar o fato de que o clima é basicamente um fenômeno termodinâmico, a ciência que lida com o calor, e suas equações usam a escala Kelvin, que tem a mesma gradação da escala Celsius, mas cujo zero se situa a aproximadamente -173ºC. O calor emitido ou absorvido por um corpo, como a Terra, é medido nestas unidades. A temperatura de 33ºC corresponde a 310ºK. A mesma variação de um grau é uma mudança relativa de 1/310 ou 0,3% na escala Kelvin. Medida em graus Celsius seria uma variação de 1/33, ou 3%, que na escala Celsius parece uma variação grande. A mesma variação de temperatura, dependendo da escala adotada pode dar a impressão ao leigo de ser maior ou menor. A escolha da apresentação pode variar de acordo do que e a quem se pretende convencer. No que diz respeito ao CO2 e à posição de Al Gore, embora haja bastante verdade no que disse em 2007, muitas previsões, principalmente as mais catastróficas, não se realizaram e muitas não se realizarão tão cedo ou, mesmo, jamais, dependendo de nossa capacidade de inovação tecnológica. Exemplos (dentre outros): 1- "Milhões de pessoas morrerão por causa do calor no futuro próximo". Mas, no caso do aquecimento, muitos deixarão de morrer de frio - atualmente, quatro vezes mais pessoas morrem de frio do que de calor. 2- "Ursos polares estão em extinção" - na verdade, as medidas de proteção aos ursos polares e a proibição da caça fizeram a população destes animais crescer. Hoje existem entre 20 e 30.000 destes lindos animais no Ártico. 3- "Até 2013 haveria 75% de probabilidade de que os oceanos se elevassem a até 7 metros, tornando inabitáveis certas regiões". Na verdade, os oceanos têm subido cerca de 3 mm por ano, o que levaria cerca de um século para aumentar somente cerca de 32 cm. Os cálculos de Al Gore se basearam na hipótese que ele levantou de que, em 2015, não haveria mais neve no Polo Norte no inverno e essa massa de gelo se liquefaria e elevaria o nível dos oceanos, tese que se mostrou claramente equivocada, pelo menos nessa escala de tempo.
Que climatologia é uma ciência complexa, ninguém contesta. Que os modelos matemáticos de previsão são difíceis, também não. Esforços para prever o clima no futuro podem ajudar a sociedade a encontrar formas de minimizar impactos negativos, mas a geração de pânico, como o Aquecimento Global Catastrófico, não vai ajudar a encontrar soluções para os problemas que estão aí e os que ainda virão no futuro. Esta radicalização só tem servido para acirrar a polarização política, colocar no ostracismo cientistas competentes (alguns Prêmio Nobel como Ivar Giaever que, de tão revoltado com a censura política ao debate, abandonou a Sociedade Americana de Física), que, de boa-fé, questionam os atuais modelos e suas extrapolações (muitas vezes incompetentes e maliciosas por uma parcela da imprensa e de alguns cientistas sendo marcados como "negacionistas") e, geralmente, acompanhada de insinuações sobre pagamentos a estes cientistas pela indústria do petróleo. É importante que tenhamos claro que quando se atribui uma alcunha negativa a algum segmento, já se está discriminando seus componentes. A grande imprensa quase sempre desqualifica em seus textos as pessoas que põem em dúvida suas "verdades científicas" que ela segue religiosamente sem sequer saber, de fato, suas origens e o que realmente significam e o que foi incluído, extrapolado ou abandonado nas hipóteses e conclusões.
Como disse o grande físico Freeman Dyson nos primeiros anos deste debate, "O aquecimento moderado poderá contrabalançar seus malefícios, criando campos florescentes na Suécia, na Noruega Islândia e Rússia, além do norte dos EUA e Canadá". A moderação e a objetividade ainda são e sempre serão nossos grandes aliados e, juntamente com a ciência e a tecnologia, vão nos ajudar a construir um futuro melhor para a humanidade.
* o autor é PhD em física pela Purdue University, foi reitor da USP e é presidente do Instituto Lobo
Publicado originalmente no Estadão: https://www.estadao.com.br/educacao/roberto-lobo/aquecimento-global-catastrofico-ciencia-politica-ou-ideologia/
Obs do blogueiro, autor do livro "CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?":
A presença de CO2 na atmosfera não causa o
aquecimento do planeta, como se fosse um efeito cobertor, um gás de efeito
estufa (GEE). Essa foi a hipótese, e não uma teoria, de um cientista irlandês, John Tyndal, em
1859. Ele afirmou que gases como o dióxido de carbono e o metano aprisionam a
radiação infravermelha, criando o chamado efeito estufa, hipótese que, por não ter
evidências científicas, não se consolidou e foi abandonada por muitos anos, mas
os cientistas do IPCC abraçaram a ideia e a "modernizaram" em 2007.
Tyndal, em verdade, contrariou o que o francês Jean Baptiste Fourier afirmou,
com base em cálculos, que a Terra seria muito mais fria se não existisse a
nossa atmosfera. Comprovou-se então que a temperatura média do planeta era de +15ºC.
Caso não existisse a atmosfera seria de -18ºC.
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Richard Jakubaszko
Definitivamente, redução de R$ 327 bilhões nos gastos fiscais não combina com a nova Taxa Selic de 12,25% a.a.
Quem se habilita a acabar com essas barbaridades?
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Richard Jakubaszko
O Grupo Carrefour publicou hoje pela manhã (26/11), o comunicado de retratação após a treta sobre a importação de carne do Mercosul, o que incluía o Brasil, de acordo com nosso post de ontem.
No texto, publicado no site da rede varejista francesa, informa que "lamenta que a nossa comunicação tenha sido interpretada como forma de colocar em causa a qualidade da carne brasileira e a nossa parceria com a agricultura brasileira e uma crítica a ela".
Conforme dirigentes do setor de frigoríficos ouvidos pelo blog, o fornecimento de carne para o Carrefour no Brasil será normalizado após a retratação pública.
Entretanto, não tenhamos dúvidas, novas encrencas virão dentro em breve, enquanto o agronegócio não se posicionar adequadamente frente às questões ambientais.
O Brasil vence mais uma batalha!
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Richard Jakubaszko
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Acordo já está aprovado. Agora é só chororô. | |
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José Saramago
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Richard Jakubaszko
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Poeira fertilizante do Saara todo ano passa por cima do Atlântico e sustenta a vida na Amazônia e no Caribe |
Amazônia é a maior floresta
tropical úmida da Terra. E o Saara é o maior e mais quente deserto do mundo.
Na aparência, nada de mais diverso e sem relação um com outro. Uma imensa selva
verde úmida no coração da América do Sul, e um infindável areal, composto de
poeira e pedra, onde sopram ventos ardentes no norte da África.
Porém, se, por ventura, os dois estivessem vitalmente unidos? Se o mais pleno
de vida dependesse do mais morto para sobreviver, quem ou o quê poderia ter
criado essa inter-relação?
Por certo, uma interdependência tão profunda foge à imaginação do homem e a
qualquer instrumentalização ou fabrico também humano.
Também fugiria às regras da teoria da evolução de Darwin, segundo o qual tudo o
que há procede de uma realidade pré-existente, e essa de outra, por uma série
intérmina e jamais demonstrada de mutações atribuíveis ao azar e à necessidade.
Há, porém, um fenômeno que envolve ventos e minérios sem vida e que sustenta a
vida vegetal e animal na maior floresta tropical úmida do planeta.
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Amazônia: estonteante dependência do Saara criada por Deus |
Chegando no III milênio a ciência com
seus mais avançados instrumentos pode documentar e mensurar esse fenômeno
colossal.
Dito fenômeno une essas duas imensas realidades geográficas tão dissemelhantes
passando por cima de um oceano.
Pela primeira vez um satélite da NASA mensurou em três dimensões a quantidade
de poeira do Saara trazida pelos ventos por cima do Atlântico.
E calculou não só a poeira, mas também o fósforo que vem no meio dela: 22.000
toneladas de fertilizante puro, do qual a selva da Amazônia depende para
existir.
A equipe comparou o conteúdo de fósforo da poeira do Saara na depressão de
Bodélé com dados das estações científicas de Barbados, no Caribe, e de Miami,
nos EUA.
Os resultados do estudo foram publicados na Geophysical Research Letters, revista da American Geophysical Union,
segundo divulgou a NASA (vídeo embaixo).
O líder do trabalho foi Hongbin Yu, cientista da atmosfera da Universidade de
Maryland que trabalha no Goddard Space Flight Center da NASA em Greenbelt,
Maryland. Yu e sua equipe fizeram os cálculos com base em dados coletados pelo
satélite Calipso, da NASA, entre 2007 e 2013.
Yu e sua equipe estudaram a poeira que provém especialmente da Depressão de Bodélé,
no Chade. Trata-se de um antigo lago seco cujas rocas compostas por
micro-organismos mortos estão carregadas de fósforo.
Esse é um nutriente essencial para o crescimento das plantas e a vegetação
depende dele para florescer.
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O estudo analisou especialmente a depressão de Bodélé de onde sai boa parte do fósforo fertilizador |
Os nutrientes são escassos no solo amazônico e alguns deles, como o fósforo, são lavados pelas chuvas. Sem os fosfatos (sais do fósforo), a floresta da Amazônia estaria condenada à morte.
Porém, segundo Yu, o fósforo que chega do Saara, estimado em 22.000 toneladas por ano, equivale aproximadamente à mesma quantidade levada pelas chuvas e pelas enchentes.
Esse fósforo é apenas 0,08% das 27,7 milhões de toneladas de poeira do Saara depositadas anualmente na Amazônia.
No total, os ventos do deserto africano levantam cada ano 182 milhões de toneladas de poeira. O volume encheria o volume de carga de 689.290 caminhões. O pó viaja 2.800 quilômetros sobre o Atlântico até cair na superfície arrastado pela chuva.
Perde-se uma parte pelo caminho. Chegando à costa do Brasil, ficam ainda no ar 132 milhões de toneladas. Por fim, 27,7 milhões de toneladas – capazes de encher 104.908 caminhões – caem sobre a superfície da bacia Amazônica. Outros 43 milhões de toneladas seguem para o Caribe.
É o maior transporte de poeira do planeta. Há importantes variações segundo os anos, dependendo dos ventos e de outros fatores.
Desta maneira o deserto morto sustenta a vida na exuberante floresta amazônica tropical e úmida. Sem o Saara a mata da Amazônia não existiria.
Vídeo: Amazônia: estonteante dependência do Saara criada por Deus
Quem desejar assistir o vídeo no Youtube (áudio em inglês), clique neste link: https://www.youtube.com/watch?v=ygulQJoIe2Y
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Quem teria imaginado algo tão extraordinário funcionando há milênios de anos como uma engrenagem supremamente sábia? |
Há certos fenômenos naturais que nos
obrigam a reconhecer um Criador de uma sabedoria e de um poder infinitos.
Isso apesar de uma intensa propaganda que chega ao absurdo de dizer que o
ecossistema do planeta depende decisivamente de nós.
Sem o homem saber, desde que o Saara e a Amazônia existem o pó fertilizante do
deserto africano chega na dose certa, mas colossal, todo ano, por cima do
Atlântico.
Quem tem a sabedoria para imaginar esse processo sustentador de uma floresta
como a amazônica da qual depende a Terra toda, a outros títulos?
Quem tem o poder para criar e depois garantir esses processos em sua
regularidade constante há milênios?
Sem dúvida a ciência presta um inestimável tributo com uma descoberta como esta
que postula a existência de um Deus criador e sustentador do céu e da terra.
* Escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs.
Publicado em https://ecologia-clima-aquecimento.blogspot.com/2024/10/amazonia-estonteante-dependencia-do.html
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Daniel Lino de Miranda 2
,
"Jornal é um espaço incapaz de discernir entre a queda de uma bicicleta e o colapso da civilização".
(Bernard Shaw)